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Piso salarial paulista tem reajuste de até 12% e vai a R$ 505 em abril

SÃO PAULO - O governador José Serra (PSDB) anunciou nesta segunda-feira os novos valores dos pisos salariais para os trabalhadores do setor privado do Estado de São Paulo. Com reajuste de até 12,22%, o valor chegará a R$ 505. Os pisos são dirigidos a categorias com pouca mobilização sindical, como trabalhadores domésticos e rurais, e que não têm piso salarial fixado. A proposta ainda precisa passar pela Assembleia Legislativa.

Redação com Reuters |

Em meio à crise financeira global, o índice é ligeiramente maior do que o aplicado ao salário mínimo nacional, que passou de R$ 415 reais para R$ 465, com reajuste de 12,04%.

"Parece que são responsáveis (os valores) e que podem ser absorvidos pela economia paulista, defendendo a renda sem causar desemprego", disse Serra a jornalistas, mencionando que o piso procura proteger os rendimentos dos empregados com baixa organização.

São três faixas salariais, estipuladas de acordo com grupos de ocupação dos trabalhadores, seguindo decreto estadual de 2007. A primeira faixa subiu de R$ 450 para R$ 505, com alta de 12,22%. A segunda foi de R$ 475 para R$ 530 (+11,57%) e a terceira, de R$ 505 reais para R$ 545 reais (+7,92%). Em 2008, os reajustes foram menores, variando de 9,75% a 3,06%.

O método de cálculo do aumento prevê o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação (INPC) no período. O projeto segue ainda na tarde desta segunda-feira para a Assembléia Legislativa e a expectativa do governo paulista é que os novos pisos entrem em vigor em abril.

José Serra disse que os novos pisos fazem parte do que chamou de "batalha" pelos empregos no Estado e citou as medidas anunciadas na semana passada, conhecidas como "PAC Paulista", que terão como resultado a geração e a manutenção de 800 mil empregos. "Essa medida é inseparável das outras anunciadas para estimular e segurar o nível de emprego no Estado de São Paulo", avaliou o governador.

Estavam presentes no anúncio representantes de quatro centrais sindicais (Força Sindical, UGT, CGTB e Nova Central), além da Federação dos Empregados e Trabalhadores Domésticos.

De acordo com Ricardo Patah, presidente da UGT, os pisos atingem 1 milhão dos 12 milhões de trabalhadores paulistas. A fiscalização da aplicação dos pisos é realizada pelo Ministério do Trabalho.

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