SÃO PAULO - A Nestlé diz apostar em parceria e austeridade para obter crescimento mínimo de 3% de seus negócios no Brasil neste ano, conforme disse hoje Ivan Zurita, presidente da companhia no Brasil. Na minha organização, se crescer menos que isso é preciso reportar à matriz.

Isso é piso", disse.

O executivo, que participou de seminário em São Paulo promovido pela Lide, diz estar muito otimista em relação ao Brasil e que a operação da Nestlé aqui é considerada "prioritária" mundialmente.

Acompanhado de outros 302 executivos convidados, Zurita também reforçou opinião de outros empresários de que é preciso "enfrentar" a crise, reafirmar a confiança no país e "a crença no desenvolvimento".

Sugeriu aos pares presentes no evento duas estratégias que a companhia adotou nesta crise: irrigar liquidez entre os fornecedores pequenos e médios e buscar captação de recursos por meio da matriz no exterior para o mercado interno. "Estamos aplicando isso desde janeiro, o que descongestiona o mercado doméstico."
Ao governo, representado no evento pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, Zurita reiterou que é preciso combater "surtos protecionistas", que acabam influenciando todo o mercado internacional.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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