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Piratas somalis seqüestram mais uma embarcação

Piratas somalis seqüestraram ontem um cargueiro de bandeira de Hong Kong, operado por uma empresa iraniana, com 25 tripulantes e 36 toneladas de grãos a bordo, elevando para 14 o número de embarcações em poder de piratas na costa da Somália. O seqüestro de ontem é o mais recentes de uma lista que já soma 92 ataques desde janeiro e ameaça aumentar o custo do comércio marítimo, já que as empresas estão mudando suas rotas para evitar ataques.

Agência Estado |

A audácia dos piratas teve seu ponto alto no sábado, com a captura de um dos maiores superpetroleiros do mundo, o MV Sirius Star, que transportava US$ 100 milhões em barris de petróleo - o equivalente a um quarto de toda a exportação diária de petróleo da Arábia Saudita. Ontem, o navio foi levado da costa do Quênia - onde havia sido interceptado pelos piratas - para um porto na Somália.

Além de pesqueiros, cargueiros e petroleiros, os criminosos também retêm desde 25 de setembro o navio ucraniano MV Faina, com 20 tripulantes e 33 tanques de guerra a bordo, além de um número não revelado de armas e munição.

Por causa da insegurança, a companhia marítima norueguesa Odfjell ordenou que 90 de suas embarcações contornem a costa africana pelo Cabo da Boa Esperança, evitando as águas infestadas de piratas que servem de passagem para o Canal de Suez, por onde passam mais de 20 mil cargueiros todo ano.

A rota do Cabo da Boa Esperança remete os navegadores aos primórdios do comércio marítimo com o Oriente, aumentando o tempo de navegação em até 15 dias a um custo diário adicional de até US$ 30 mil.

"Não vamos mais expor nossas tripulações ao risco de serem seqüestradas por piratas que querem receber resgates no Golfo de Áden", disse o presidente da Odfjell, Terje Storeng. "Isso implicará custos extras significativos, mas esperamos que nossos clientes apóiem e contribuam (com a decisão)."

Navios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), da 5ª Frota americana e da Marinha russa patrulham o litoral da Somália, mas descartaram a possibilidade de se envolver em ações de resgate.

"Enquanto não houver um esforço firme de dissuasão, os piratas continuarão atacando", disse Noel Choong, chefe do Centro Regional de Pirataria do Escritório Marítimo Internacional, em Kuala Lumpur, Malásia. "Os riscos (para os piratas) são poucos e os ganhos, potencialmente altos."

Para evitar a patrulha de navios militares, os piratas têm ampliado o raio de suas ações além do Golfo de Áden, em direção à costa sudeste da África, na altura do Quênia. Especialistas em segurança recomendam que as empresas deixem de pagar resgates e passem a contratar empresas de segurança privada.

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