SÃO PAULO - Os piratas que seqüestraram o navio-tanque saudita MV Sirius Star no sábado exigem resgate em dinheiro e asseguram que há negociadores tanto em mar como em terra, segundo informações da televisão árabe Al-Jazeera. Quando se chegar a um acordo e houver o pagamento, garantiremos a segurança da embarcação que trouxer o dinheiro, afirmou um suposto seqüestrador à rede árabe. Ele acrescentou que tem posse de uma máquina com a capacidade de reconhecer notas falsas.

O ataque ao MV Sirius Star deu-se a 800 quilômetros da costa do Quênia e os piratas levaram a embarcação com 25 tripulantes e dois milhões de barris de petróleo para perto da costa da Somália.

Ontem, os mercados evidenciaram o clima de preocupação com relação à insegurança dos mares, o que fez com que a commodity iniciasse o dia registrando valorização.

O porta-voz da Agência Internacional Marítima, com sede em Kuala Lumpur, pediu ontem ajuda à ONU para acabar com os ataques piratas nas águas da Somália.

A Otan e a 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos anunciaram ontem que iriam manter quatro navios de guerra no Golfo de Áden, em alto-mar, na altura da Somália, onde a maioria dos ataques tem ocorrido.

Somente nas últimas 24 horas houve mais três ataques a navios na região. Foram seqüestrados um pesqueiro tailandês, no qual haveria 16 pessoas, um cargueiro com a bandeira de Hong Kong com 25 pessoas, além de um barco com bandeira grega com 23 tripulantes a bordo.

De acordo com o jornal espanhol El Mundo, atualmente um total de 17 navios estão nas mãos de piratas com mais de 300 marinheiros em seu poder. Desde janeiro do ano passado, ocorreram 95 ataques piratas na região da Somália, dos quais 39 terminaram com o seqüestro do barco.

(Vanessa Dezem | Valor Online, com agências internacionais)

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