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Piratas levam petroleiro saudita para costa norte da Somália

Os piratas conduziram nesta terça-feira o gigantesco petroleiro saudita, do tamanho de três campos de futebol e carregado com dois milhões de barris de petróleo, para a costa norte da Somáalia, depois do ousado seqüestro do navio em pleno Oceano Índico, nas costas do Quênia.

AFP |

O petroleiro ancorou diante do porto somali de Haradhere, informou o governo da região separatista de Puntland.

"Nós recebemos algumas informações e temos conhecimento de que o navio está ancorado perto de Harardhere", afirmou o conselheiro de Puntland Bile Mohamoud Qabowsade a respeito da pequena localidade, um reduto dos piratas, que fica 300 quilômetros ao norte de Mogadíscio .

"O petroleiro está nas costas da Somália e continua sob controle dos piratas", declarou mais cedo à AFP uma fonte da V Frota dos Estados Unidos, com base no Bahrein.

Os 25 membros da tripulação, incluindo dois britânicos, se encontra em bom estado de saúde. "Ninguém a bordo foi ferido", declarou uma fonte da companhia Vela International Marine Lt, que administra petroleiro "Siris Star", que pertence à gigante saudita Aramco.

A fonte, que pediu anonimato, revelou que o "Sirius Star" estava com capacidade máxima de transporte no momento do seqüestro, de dois milhões de barris, o que representa 100 milhões de dólares.

Até o momento não foi obtida nenhuma indicação sobre as reivindicações dos piratas e nã foi possível saber se exigem um resgate.

"Não temos informações de que tenham feito qualquer pedido", disse o porta-voz da frota americana à AFP.

O "Sirius Star", que mede quase três vezes mais que um porta-aviões americano, foi atacado mais de 450 milhas náuticas (800 km) ao sudeste da cidade de Mombasa, no Quênia.

O comandante do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos, Michael Mullen, disse ter ficado surpreso com o raio de ação dos piratas, já que o petroleiro saudita estava em alto-mar quando foi seqüestrado.

"Fiquei mais surpreso com o procedimento do que com o tamanho do navio", disse Mullen.

Na recente escalada de ataques piratas, nenhum em alto-mar havia sido registrado. Mullen destacou a dificuldade de uma intervenção armada contra os piratas: "Uma vez que tenham abordado (o navio) é muito difícil detê-los porque, evidentemente, têm reféns".

Outra nota discordante do 'modus operandi' habitual é que o ataque aconteceu longe do Golfo de Aden e do mar Arábico, onde se concentram os ataques atribuídos a homens armados procedentes da Somália, um país em caos desde o começo da guerra civil em 1991.

Este ano, os piratas somalis atacaram pelo menos 83 navios estrangeiros no Oceano Índico e no Golfo de Aden, o dobro de todo 2007, segundo o Escritório Marítimo Internacional.

No domingo, os piratas somalis seqüestraram um cargueiro japonês no golfo, ao mesmo tempo que liberaram outro da mesma nacionalidade e sua tripulação, que estava raptado há seis seis meses.

Alarmada com a situação, a ONU aprovou em junho uma resolução que permite aos navios de guerra atacar os piratas em águas somalis. A União Européia (UE) autorizou a primeira operação naval de sua história para lutar contra a pirataria na região.

A China anunciou na terça-feira que iniciara uma operação de resgate para salvar um de seus pesqueiros capturado semana passada no Quênia. A tripulação foi levada para a Somália.

Já a Marinha britânica informou que entregou oito piratas somalis detidos em alto-mar às autoridades quenianas.

bur/fp

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