Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Pirataria leva a perda de R$ 18,6 bi em arrecadação este ano

RIO - As vendas de produtos piratas no Brasil no ano passado significaram uma perda de R$ 18,6 bilhões em impostos nos 12 meses encerrados em setembro, levando-se em conta apenas sete setores da indústria nacional. As estimativas são da pesquisa O impacto da pirataria no setor de consumo no Brasil, divulgada hoje pela Associação Nacional para Garantia dos Direitos Intelectuais (Angardi) e pelo Conselho Empresarial Brasil - Estados Unidos.

Valor Online |

"Discutíamos no ano passado R$ 40 bilhões da CPMF. Só essa perda significa metade do que se estimava para a CPMF em 2008. É um número muito grande", frisou Solange Mata Machado, representante no Brasil do Conselho Empresarial Brasil - Estados Unidos.

Além da menor arrecadação de impostos, há também a perda de receita da indústria, que pode chegar a R$ 62,4 bilhões considerando apenas os setores de tênis, roupas e brinquedos. Quando entram na conta os relógios, perfumes e cosméticos, jogos eletrônicos e peças para motos, as perdas podem atingir este ano R$ 93,1 bilhões.

Apesar da significativa perda de arrecadação e do prejuízo estimado para a indústria, o valor gasto com produtos contrabandeados e pirateados no Brasil cairá 38% este ano nas três categorias pesquisadas (tênis, roupas e brinquedos). A estimativa é de que em 2008 o consumo de produtos piratas nestas categorias seja de R$ 15,609 bilhões, contra R$ 25,175 bilhões no ano passado.

Para Solange, a queda é reflexo direto da ação do governo contra a pirataria e o contrabando. Este ano, segundo a enquete, foram apreendidos mais de R$ 1 bilhão em mercadorias, recorde na história do país. Além disso, a pesquisa salienta que houve também uma mudança de rumo nos hábitos da população, principalmente de baixa renda, que consumiu menos produtos piratas este ano.

Em termos da demanda, Solange explica que o público não é sensível às perdas de arrecadação, aos prejuízos da indústria ou ao potencial de corrupção existente nos sistema de distribuição e vendas de produtos piratas ou contrabandeados. Em contrapartida, os argumentos de que o comércio ilegal pode fomentar a violência e o crime organizado costumam, segundo a enquete, contribuir para que os brasileiros deixem de comprar produtos piratas.

"Todos os argumentos relacionados com a vida pessoal das pessoas funcionam. O que funciona é o argumento que interfere na vida pessoal do indivíduo", ressaltou Solange.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: pirataria

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG