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Piora na conta corrente será coberta por investimentos, diz BC

BRASÍLIA - A piora nas projeções para os resultados deficitários da conta de transações correntes ainda não preocupa o Banco Central (BC), que mantém o argumento de que o ingresso forte de investimento externo direto (IED) financia totalmente o balanço de pagamentos externo do país. Se, de um lado, a crise financeira internacional afeta as contas brasileiras, também tem trazido benefícios, como o aumento de investimentos produtivos, argumenta o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. O momento econômico do país continua com boa dinâmica e atraindo o investidor estrangeiro, comentou. Não dá para dizer se isso vai perdurar, mas os investimentos continuam entrando, e de forma disseminada em vários setores da atividade, prosseguiu Lopes.

Valor Online |

Para ele, a projeção da autoridade monetária de US$ 35 bilhões em IED para 2008 pode ser conservadora. Já entraram US$ 24,57 bilhões até agosto . Em setembro até hoje os ingressos foram no valor de US$ 5,25 bilhões, com expectativa de US$ 5,8 bilhões em IED em todo o mês.

O técnico do BC cita que a projeção de US$ 35 bilhões de IED "cobre com folga" o déficit estimado de US$ 28,8 bilhões para a conta corrente neste ano. O mesmo valeria para 2009, com um quase empate: o IED é previsto em US$ 33 bilhões e a conta corrente com déficit de US$ 33,1 bilhões.

"Não contamos com crédito externo adicional", complementou Lopes. Isso porque o BC estima que cada dólar tomado por entidade brasileira no exterior será refinanciado. "A taxa de rolagem do crédito externo está prevista em 100% para 2009", explicou.

De janeiro a agosto, a taxa média de rolagem de empréstimos privados de médio e longo prazos foi de 163%, superior aos 106% verificados em período igual anterior.

O técnico do BC reitera ainda outro argumento para justificar a "despreocupação" com a piora da conta corrente externa. Ele cita que o déficit previsto para 2008 equivale a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) dolarizado estimado para o intervalo. E para 2009, a projeção deficitária de US$ 33,1 bilhões corresponde a 1,9% do PIB.

"Embora em números absolutos as projeções tenham crescido, na relação com o PIB estão abaixo da média histórica brasileira", de 2,4% negativos do PIB, assinalou Lopes.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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