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Piora na confiança do consumidor dos EUA faz Ibovespa cair

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Uma piora inesperada na confiança dos consumidores norte-americanos intensificou a realização de lucros na Bovespa, que caiu pela segunda sessão seguida nesta sexta-feira.

Reuters |

Depois de ter flertado com as máximas do ano no começo do dia, o Ibovespa terminou em baixa de 0,78 por cento, aos 69.341 pontos, na mínima da sessão. O pregão movimentou 5,8 bilhões de reais.

A bússola para os negócios foi o anúncio de que a confiança do consumidor dos Estados Unidos recuou no começo de março, com o menor otimismo em relação ao panorama de emprego.

"Esse dado deixou o mercado mais cauteloso", disse Felipe Casotti, gestor de renda variável da Máxima Asset Management.

Até então, prevalecia o otimismo com uma combinação de dados econômicos positivos, como o de que a produção industrial da zona do euro teve em janeiro o maior crescimento mensal em pelo menos 20 anos e que as vendas no varejo de fevereiro nos EUA tiveram alta inesperada .

O otimismo com resultados corporativos animadores de companhias domésticas também foi por água abaixo. OGX, que chegou a ser destaque de alta após anunciar ter encontrado hidrocarbonetos em um poço da Bacia de Campos, onde detém 100 por cento de participação, acabou como a quarta pior do índice, ao cair 2,8 por cento, para 17,30 reais.

O mesmo valeu para Gol, que reverteu para baixo e caiu 1,3 por cento, a 24,05 reais, mesmo após ter informado na quinta-feira à noite que teve lucro líquido de 397,8 milhões de reais no quarto trimestre de 2009, revertendo prejuízo de 541,6 milhões de reais sofrido um ano antes.

Das que divulgaram balanços, a única que se manteve firme foi Lojas Americanas, subindo 1,7 por cento, a 13,85 reais, depois de reportar lucro líquido de 136,9 milhões de reais de outubro a dezembro, 55,9 por cento maior que o de um ano antes.

Para segunda-feira, quando o pregão volta a funcionar das 10h às 17h, os profissionais do mercado apontam o exercício de contratos de opções como o norte para os negócios.

Nesta sessão, os dois principais focos da disputa tiveram desempenhos desencontrados. O papel preferencial da Petrobras ficou praticamente estável, em 37,06 reais, enquanto o da Vale cedeu 0,6 por cento, a 46,41 reais.

Para Rossano Oltramari, analista-chefe da XP Investimentos, a despeito de a tendência de médio prazo ser positiva para a Bovespa, os investidores ficarão atentos à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira, sobre o juro básico doméstico, hoje em 8,75 por cento ao ano. As expectativas dividem-se entre manutenção e alta de 0,50 ponto percentual.

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