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Pilotos e tripulantes continuam travando salvação da Alitalia

SÃO PAULO - A Alitalia continua ameaçada de quebrar definitivamente, prejudicada por dois de seus nove sindicatos - os que reúnem pilotos e tripulantes. Sem o aval dessas duas entidades, a empresa não pode aceitar a proposta de resgate do consórcio CAI, que ofereceu 1 bilhão de euros pelo controle da companhia.

Valor Online |

Nem mesmo a notícia de que a alemã Lufthansa estaria interessada em investir na companhia serviu para destravar o impasse.

Na semana passada, a Alitalia conseguiu o apoio de mais quatro sindicatos, evitando que a agência de aviação civil italiana (ENAC, na sigla em italiano) levasse adiante a intenção de proibir as operações da companhia na última quinta-feira. De lá para cá, porém, os sindicatos de pilotos e tripulantes ainda travam o acordo por não concordarem com alguns dos pontos do plano de recuperação apresentado pela CAI. O consórcio, porém, acredita que conseguirá o apoio dos sindicatos resistentes ainda nesta semana.

Em meio a esse impasse, o executivo-chefe da Lufthansa, Wolfgang Mayrhuber, viajou a convite do governo italiano a Roma na última sexta-feira para participar das negociações entre a CAI e sindicatos da Alitalia. A viagem seria uma demonstração do interesse da companhia alemã em superar sua arqui-rival Air France-KLM que, na semana passada, teria se dito inclinada a investir na Alitalia por uma participação de entre 10% e 25% da companhia italiana. A Lufthansa, embora não tenha comentado sobre uma proposta pela Alitalia, afirmou que Mayrhuber realmente foi a Roma.

Na Itália, acredita-se que o envolvimento de uma grande empresa aérea européia, seja a Air France-KLM ou a Lufthansa, poderia tornar um acordo com a CAI mais confortável para os sindicatos relutantes.

"Neste momento, não há outras ofertas e a CAI é a salvação para a Alitalia", afirmou o ministro dos Transportes italiano, Altero Matteoli. "Não aproveitar a oferta será um erro muito grande", acrescentou ele, se dirigindo aos sindicatos de pilotos e tripulantes.

(Valor Online, com agências internacionais)

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