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PIB recua em todos os países ricos

Pela primeira vez em sete anos, todas as economias dos países ricos sofrem uma retração. A queda no Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, Europa e Japão nos últimos três meses indica que a crise econômica já contaminou todos os principais mercados mundiais, e hoje apenas os países emergentes continuam crescendo.

Agência Estado |

As previsões são de que uma recessão deve atingir todos os países ricos até o início de 2009.

Dados divulgados ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que o PIB de seus 30 membros (grupo de países ricos) apresentou queda de 0,1% no terceiro trimestre do ano. As perspectivas são de um recuo ainda maior no quarto trimestre, o que consolidaria a recessão em todo o mundo desenvolvido.

Europa e Japão já estão em recessão, e a questão agora para analistas é saber quando é que a maior economia do mundo - os Estados Unidos - seguirá o mesmo passo.

A queda do crescimento no terceiro trimestre é a primeira em sete anos. Segundo a OCDE, o PIB do grupo caiu 0,1% entre julho e setembro. A última vez que havia sofrido uma redução foi em 2001. No Japão, a queda também foi de 0,1%, depois de uma contração de 0,9% no segundo trimestre. A zona do euro sofreu retração de 0,2% tanto no segundo como no terceiro trimestre.

Entre as economias do G-7, praticamente todas tiveram queda no PIB, com exceção da França. O país conseguiu um crescimento medíocre de 0,1% no trimestre, mas já teme não resistir nos últimos três meses do ano.

Das sete maiores economias do mundo, a maior queda ocorreu no Reino Unido, Alemanha e Itália, com redução do PIB de 0,5% em cada um desses países. Nos Estados Unidos, o índice caiu 0,1%. Japão, Alemanha e Itália já estão em recessão.

Comparado com a situação de 2007, os PIBs da Alemanha e dos Estados Unidos ainda estão em alta, de 0,8%. Mas, na Itália, o recuo é de 0,9%. A constatação da crise deve fazer com que o Banco Central Europeu (BCE) corte novamente a taxa de juros em dezembro. Seria a terceira vez em menos de dois meses. O objetivo seria o de tentar recuperar a economia européia.

Ontem, o Banco Central suíço mostrou que não vai esperar pelo resto da Europa e cortou sua taxa básica de juros em 0,5 ponto, para 1%. Foi a segunda redução da taxa em apenas um mês. O Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos), também deu indicações de que poderá voltar a cortar.Antes da atual crise, os suíços haviam reduzido seus juros em apenas uma oportunidade nos últimos cinco anos.

Os temores da pressão inflacionária que reinavam na Europa nos primeiros meses do ano já foram substituídos pelo medo da deflação. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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