Uma avaliação do Banco da Inglaterra (o BC britânico) de que a recuperação da economia britânica não seria tão forte como se esperava abre mais um período de incertezas na Europa e derrubou bolsas aos seus menores níveis em três semanas

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Uma avaliação do Banco da Inglaterra (o BC britânico) de que a recuperação da economia britânica não seria tão forte como se esperava abre mais um período de incertezas na Europa e derrubou bolsas aos seus menores níveis em três semanas. Dados divulgados nos últimos dias já vinham alertando que a recuperação europeia não seria tão fácil como se imaginava. A Espanha cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre e a produção industrial alemã caiu em junho. Agora, foi a fez de o BC inglês alertar que a taxa de crescimento da economia britânica para os próximos dois anos seria menor que a previsão feita há apenas três meses, fortalecendo a tese dos mais pessimistas de que o país poderia estar a caminho de uma segunda recessão. Mervyn King, presidente do BC, deixou claro que a recuperação seria "turbulenta" e "altamente incerta". Para 2011, o PIB inglês deve crescer em apenas 2,5%, e não 3,4% que estava sendo previsto em maio. Para King, o que preocupa ainda é o fato de que os volumes de contratos públicos caíram para os níveis mais baixos em um ano. Os ingleses ainda contribuíram para o nervosismo no mercado ontem ao classificar a situação americana como sendo de "grande incerteza". Dúvidas. Sobre a zona do euro, o cenário também é de dúvidas em relação à recuperação, o que afetaria a retomada das exportações britânicas. As incertezas ganharam ainda mais um impulso ontem com a decisão do Parlamento da Eslováquia de não autorizar um empréstimo para a Grécia. Bratislava contribuiria com menos de 1% do pacote de ajuda aos gregos. Mas a recusa foi considerada um precedente grave que abriria as portas para outros governos tentarem vetar o envio do dinheiro. Na Europa, ainda cresce a preocupação de que os esforços dos governos de reduzir seus déficits acabe anulando qualquer esboço de recuperação das economias. Na Grécia, por exemplo, o governo já prevê que a saída da recessão só ocorrerá em 2011 diante dos cortes de investimentos que teve de realizar. O BC inglês, porém, rejeitou a tese de que o combate ao déficit público deveria ser abandonado. Ainda assim, admitiu que os cortes pesariam na retomada da economia britânica.

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