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PIB dos EUA sustentou ânimo e Bovespa avançou 7,47%; dólar caiu 1,77%

SÃO PAULO - O mercado doméstico registrou mais uma jornada de recuperação, com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encadeando o terceiro pregão consecutivo de ganhos e alta acumulada de 18,95% na semana. Sustentou o humor ontem uma queda menor do que o esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

Valor Online |

No segmento cambial, também houve mais uma sessão de baixa do dólar em relação ao real, a quarta seguida.

No fim dos negócios dessa quinta-feira, o Ibovespa subiu 7,47%, aos 37.448 pontos, com giro financeiro de US$ 5,254 bilhões. Nesta semana, o índice soma alta de 18,95%. A variação compensa a perda acumulada na semana passada, de 13,51%, e reduz a baixa no mês até agora para 24,41%. No ano, a desvalorização está em 41,38%.

O dólar comercial fechou a R$ 2,103 na compra e R$ 2,105 na venda, queda de 1,77%. Na mínima do dia, a moeda foi negociada a R$ 2,089. O giro interbancário ficou em US$ 2,462 bilhões. Na roda de dólar pronto da BM & F, o dólar cedeu 1,77%, cotado a R$ 2,104, com giro de US$ 491 milhões.

Além do cenário externo, a atração exercida por papéis muito baratos também continuou chamando investidores que buscam reduzir as perdas das últimas semanas. Resta saber se o movimento resistirá a uma realização de final de mês.

O PIB dos EUA, cuja retração em taxa anualizada ajustada sazonalmente foi de 0,3% entre julho e setembro, veio melhor do que os 0,5% de queda projetados pelo mercado. Bruno Lembi, sócio da M2 investimentos, lembra ainda que a redução do juro nos Estados Unidos e na China, ambas anunciadas nesta semana contribuiu para diminuir a tensão nos mercados.

Para o mercado cambial, a notícia de maior influência para os negócios veio do acordo de swap cambial de US$ 30 bilhões entre o Banco Central (BC) e o Federal Reserve (Fed), que estará disponível até 30 de abril de 2009. Alexandre Horstmann, diretor de gestão da Meta Asset Management, comentou que esse acordo eleva o poder de fogo do BC, sobretudo para prover as empresas exportadoras de dólares com leilões de linha.

Marcelo Voss, economista da corretora Liquidez, concorda com o benefício gerado no acordo com o Fed, sobretudo a médio e longo prazo. O fato de o benefício ter se estendido a outros países emergentes, avalia, mostra que as economias desenvolvidas não deixarão que os efeitos da crise financeira coloque em risco os mercados emergentes, pois isso seria ruim também para a grandes economias em desaceleração econômica.

Ontem, o BC fez três leilões de linha simultâneos, com colocação de US$ 860 milhões em oferta com taxa de R$ 2,127 e vencimento em 2 de fevereiro de 2009. Além disso, a oferta de swap cambial resultou em venda de US$ 979,3 milhões em pouco menos de 20 mil contratos com vencimento em 2 de janeiro próximo.

Na BM & F),as taxas de juros de curto prazo de ajustaram para baixo, tendo em vista a interrupção do ciclo de alta da Selic e manutenção da taxa em 13,75% ao ano. Já os vencimentos de longo prazo fecharam com valorização. Os agentes acreditam que o ajuste se deve a uma redução antecipada dos prêmios desde segunda-feira e uma realização técnica por parte de investidores que estavam esperando a decisão do Copom para zerarem posições.

A incerteza em relação ao tempo que pode durar essa interrupção do aperto monetária também justifica argumentos de que com o relaxamento do juro agora, a autoridade monetária pode ter de empreender esforço maior no futuro para conter eventuais pressões inflacionárias.

O contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava alta de 0,32 ponto percentual, a 15,56% ao ano. Já vencimento para novembro caiu 0,11 ponto percentual, para 13,67% ao ano. O contrato para janeiro de 2009, mais líquido, fechou estável a 13,83%.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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