SÃO PAULO - As bolsas europeias operam em baixa nesta sexta-feira, pressionadas principalmente pelo clima pessimista diante da retração do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e pela falta de confiança nos avanços dos planos governamentais na contenção efetiva da crise. Há pouco, o Departamento de Comércio norte-americano divulgou o dado que norteava os mercados desta sessão: o PIB dos EUA recuou a uma taxa anualizada de 6,2% entre outubro e dezembro do ano passado, abaixo da marca calculada anteriormente para o período, de 3,8%.

Esta foi a maior retração da economia do país desde o primeiro trimestre de 1982.

O mau humor dos mercados europeus também está guiado por notícias sobre o banco britânico Lloyds Banking Group. Depois que o grupo financeiro apresentou uma queda de 75% no lucro líquido no ano fiscal, ele anunciou que foi negada sua tentativa de participar do plano de recuperação do governo britânico. As ações da instituição chegaram a cair mais de 20% neste pregão.

A notícia de que bancos europeus de fomento fornecerão até 24,5 bilhões de euros (US$ 31 bilhões) para socorrer o setor bancário no países da Europa do Leste, pareceu não surtir efeito no clima dos mercados. O otimismo que poderia ter surgido foi compensado pelo crescimento da taxa de desemprego na zona do euro, que ficou em 8,2% em janeiro, mostrando avanço com relação aos 8,1% observados em dezembro do ano passado.

Os destaques de queda deste pregão incluem o setor farmacêutico, que ficou abalado depois que Barack Obama anunciou sua proposta de orçamento, que inclui um plano para ampliar a cobertura do sistema de saúde e reduzir custos. As ações da suíça Novartis há pouco caíam 2,6%, enquanto o grupo anglo-sueco AstraZeneca perdia 6,4%.

Há pouco, o índice londrino FTSE-100 operava em baixa de 3,22%, aos 3.790,83 pontos. O CAC-40 de Paris tinha queda de 3,06%, aos 2.661,83 pontos, enquanto o DAX de Frankfurt recuava 3,80%, aos 3.793,98 pontos.

(Vanessa Dezem | Valor Online com agências internacionais)

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