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PIB do terceiro trimestre foi o pico da série de crescimento, diz Kupfer

SÃO PAULO - A alta do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no último trimestre divulgada pelo IBGE não surpreendeu o colunista do iG José Paulo Kupfer (http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/ target=_topleia o blog), que conversou com os internautas na manhã desta terça-feira. Para o economista, era esperado que o PIB do terceiro trimestre viesse forte mesmo. Como a crise pega depois desse trimestre, era previsto que o PIB do terceiro trimestre fosse o pico da série.

Redação |

 

No entanto, mesmo com a crise, Kupfer afirma que não é possível fazer uma avaliação numérica para o próximo trimestre, já que "como a mudança no ambiente foi muito abrupta e acentuada, a informação sobre as tendências fica um pouco prejudicada." Ele alerta, no entanto, para uma tendência de queda também grande, já que o PIB do quarto trimestre levará em conta o movimento econômico de outubro, novembro e dezembro. "Outubro e novembro já foram. O que foi feito, foi feito", na opinião do economista.

Ainda no campo das tendências para o cálculo do PIB no próximo trimestre, o colunista acredita que terão uma maior desaceleração os setores da economia que dependem de crédito de bancos.  Já os setores de bens não duráveis ou semi-duráveis, os bens populares, podem sofrer menos e ter quedas menores, mas pouco escaparão de uma desaceleração.

Kupfer também alertou para a importância de não comparar o valor do PIB, calculado em real, com o valor de uma conversão para dólar, pois o resultado pode sair distorcido já que a conversão depende da taxa de câmbio. Se a taxa estiver sobrevalorizada, o PIB cresce em dólar, do contrário diminui. É um termo de comparação que pouco espelha a verdade. Por isso, segundo o economista, é melhor comparar a chamada paridade de poder de compra, que é um cálculo que leva em conta as moedas internacionais e outros fatores ligados aos preços.

Questionado pelos internautas se o PIB interfere na vida dos cidadãos, Kupfer foi didático e comparou os dados divulgados ao orçamento familiar: "o PIB interfere na vida das pessoas fornecendo informações e estimulando decisões dos agentes econômicos - consumidores, empresários, governo etc. Mas o PIB em si é um registro contábil. É como um orçamento doméstico. O orçamento doméstico influencia as decisões futuras das pessoas e famílias.

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