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PIB do agronegócio cresceu 4,96% de janeiro a maio, divulga Cepea

São Paulo, 26 - Um estudo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) mostra que nos primeiros cinco meses deste ano o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro crescem 4,96%. Segundo os técnicos do Cepea, o ritmo de expansão da renda do agronegócio também se mantém, especialmente no segmento de insumos e nas atividades dentro da porteira.

Agência Estado |

"De forma contrária, a indústria de processamento vegetal registrou números aquém dos modestos resultados dos últimos meses (apenas 0,24% em maio). A indústria de açúcar vai, ao poucos esboçando sinais de reação com taxas em menores declínios."

Os estudos mostram que a agropecuária (segmento básico) cresceu 1,90% em maio, impulsionada principalmente pelo aumento do volume agrícola e preços pecuários. Para os cinco primeiros meses do ano, a agropecuária registra resultado altamente positivo, acumulando taxa de 8,04%.

A agricultura isoladamente registrou, em maio, taxa de 2,24% contra apenas 0,72% do mesmo período de 2007. Dessa forma, já acumula no ano crescimento de 9,90%. Embora se observe continuidade no ritmo acelerado dos preços agrícolas - com crescimento médio de 15,82% ao ano -, em maio, o volume de produção cresceu mais, sendo a principal influência para os resultados do agronegócio da agricultura no mês. O volume produzido pela agricultura apresentou crescimento de 8,30% (maio de 2008 ante maio de 2007).

Dentre as lavouras, os destaques de maio foram o café e a mamona com volume e preços em expansão. A batata, a cebola, o feijão, o milho e a soja mantiveram ritmo acelerado em seus preços. Já o amendoim e o trigo se destacaram pela expressiva expansão quantitativa. O forte movimento de queda de preços da cana-de-açúcar, do sisal, do tomate e da uva gera preocupação, especialmente para as três primeiras lavouras que já vêm desde o início do ano com preços em queda.

Pecuária

Os cálculos do Cepea mostram que o segmento primário da pecuária cresceu 1,43% em maio, taxa superior às observadas em todos os meses transcorridos em 2008 e significativamente superior ao 0,57% apresentado em maio de 2007. Para o ano, o segmento acumula crescimento de 5,63%. Embora tenha registrado o menor crescimento dentre os produtos do setor pecuário, a expansão do volume da avicultura para corte paralelamente à queda menos acentuada em seus preços resultaram em taxa positiva de seu valor produzido. O leite e a carne bovina seguem como destaques do segmento primário da pecuária, sendo que tal desempenho está ligado à expansão de seus preços. Carne suína e ovos também seguiram com preços firmes.

Rações e Fertilizantes

Os insumos agropecuários se mantêm como destaque no agronegócio. Em maio, o segmento cresceu a uma taxa de 2,39%, acumulando no ano crescimento de 10,37%. Os insumos para agricultura cresceram 2,79% no mês corrente enquanto os insumos pecuários atingiram taxa de 1,75%. No acumulado do ano, esses segmentos registraram crescimento de 12,14% e 7,58%, respectivamente.

Os preços dos fertilizantes e rações continuam em níveis elevados, puxando o desempenho do segmento de insumos do agronegócio. No caso dos fertilizantes, em maio seu preço real e volume se expandiram em 56,29% e 3,48% respectivamente (em abril, esses números foram de 53,19% e 3,09%). Para as rações, o cenário manteve-se um pouco mais estável, com crescimento 17,9% dos preços reais e 8,19% do volume produzido (em abril, esses números foram de 17,2% e 8,34%).

Os combustíveis, embora tenham mantido pequena expansão em volume, ultrapassaram os valores apresentados em abril (2,70% em maio contra os 2,19% em abril), já seus preços mantiveram taxa similar à observada em abril (-1,10% em maio contra -1,20% em abril).

Agroindústrias

Entre janeiro e abril de 2008, as taxas apresentadas pelo segmento industrial da agropecuária, embora baixas quando comparadas ao desempenho dos demais segmentos do agronegócio, não ficaram abaixo de 0,40%; em maio, no entanto, o segmento cresceu apenas 0,28%, acumulando, nos cinco primeiros meses do ano, 2,12% de crescimento, configurando-se, portanto, na menor taxa mensal e acumulada dentre os números observados nos demais segmentos. Embora modestos, esses resultados ainda são satisfatórios quando relacionados ao 0,11% de crescimento apresentado em maio de 2007 e ao 0,56% acumulado nos primeiros cinco meses do ano passado.

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