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Na comparação com o primeiro trimestre, economia deve avançar de forma mais modesta, segundo projeção preliminar do Itaú Unibanco

O Produto Interno Bruto (PIB) do País no segundo trimestre deve ter um crescimento de 0,6% sobre o período de janeiro a março deste ano, quando houve um avanço de 2,7% no indicador, segundo a projeção feita pelo Itaú Unibanco. Apesar da desaceleração, o desempenho entre abril e junho será de expansão de 7,8% sobre o resultado obtido no mesmo período em 2009, segundo análise preparada pela equipe de ecnomistas do banco.

De acordo com Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú Unibanco, essa é uma projeção preliminar que indica uma acomodação da economia no segundo trimestre, mas não uma mudança na tendência de crescimento do País. “Nossas projeções mostram um PIB mensal negativo em abril, maio e junho. Mas percebemos um crescimento no ritmo da economia em julho de 0,3% sobre junho”, diz.

Evolução do PIB trimestral

Variação com ajuste sazonal - (em %)

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Fonte: Itaú Unibanco * Projeção

O fim dos incentivos fiscais para o setor automotivo e produtos de linha branca, como fogões e geladeiras, e a alta nos juros contribuíram para o desaquecimento da economia no segundo trimestre. Além disso, em junho, com a Copa do Mundo, houve redução do número de horas trabalhadas na indústria. Um estudo feito pelo economista Aurélio Bicalho, do Itaú Unibanco, mostra que a partir da Copa de 1974, no mês de realização do campeonato mundial de futebol, há um impacto de 0,8% na produtividade da indústria.

Mas na avaliação de Goldfajn, passado esse período de acomodação, haverá uma retomada do crescimento. “Os fundamentos são fortes. A confiança interna e externa na economia está elevada e o mercado de trabalho está aquecido. Passada essa fase de ajustes, a economia voltará a ter expansão”, diz o economista.

O Itaú Unibanco prevê um crescimento de 1,2% para o PIB no terceiro trimestre e um resultado positivo de 1,4% de outubro a dezembro, com um crescimento acumulado no ano de 7,5% para o PIB. "Esse cenário projetado pode sofrer ajustes, caso ocorra um desaquecimento da economia mundial com efeitos para a economia local", diz Goldfajn.

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