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Segundo o ministro do Planejamento, com o resultado, Brasil deve encerrar o governo Lula com média de crescimento de 4% por ano

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O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse à "Agência Estado" que o crescimento do PIB no segundo trimestre e os dados positivos já relativos ao terceiro trimestre o levam a crer que a economia brasileira deve fechar o ano com expansão de 7,5% a 8%. Segundo ele, os números divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram a "vitalidade" da economia brasileira. "Foi um resultado muito bom. O pessoal estava mais pessimista", disse, em referência tanto às projeções do governo como às de mercado, que trabalhavam com alta de 0,5% a 1% para o PIB do período.

Segundo o ministro, com o desempenho econômico do período de abril a junho já está praticamente garantido um crescimento de 7,2% para o PIB de 2010. Para Bernardo, com o forte crescimento deste ano, o governo Lula deve fechar seus oito anos com uma média de crescimento econômico anual de 4%. "O mais importante é que o Brasil está preparado para crescer a uma média de 5% ao ano", afirmou.

Embora a desaceleração do segundo trimestre tenha sido menor do que se previa tanto no governo quanto no mercado, o ministro não vê motivos para que se aumente a pressão por uma elevação na taxa de juros básica (Selic) por parte do Banco Central. Segundo ele, já se passaram três meses de inflação em torno de zero e a preocupação do BC é ter crescimento com pouca inflação.

Controle da inflação

Ainda de acordo com Bernardo, os dados mostram que as ações já adotadas pela autoridade monetária estão surtindo efeito sobre a economia e contendo a inflação. "O crescimento do segundo trimestre com inflação baixa mostra que o BC adotou medidas corretas", disse o ministro, acrescentando que o governo não tem por objetivo travar a economia. "Tudo se configura para um cenário benigno, com inflação controlada, investimento crescendo mais que a média e a economia preparada para crescer", afirmou.

Bernardo classificou de "excepcional" a alta dos investimentos no segundo trimestre - 2,4% ante o primeiro trimestre e 26,5% ante igual período de 2009. Segundo ele, o resultado mostra que as empresas acreditam no crescimento sustentável. Para o ministro, a expansão dos investimentos favorece o cenário de expansão econômica com inflação controlada.

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