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PIB deve crescer 4% no 2º semestre para fechar ano com 5%

O Produto Interno Bruto (PIB) terá de acumular expansão de 4% no segundo semestre deste ano - bem abaixo, portanto, da alta de 6% observado no primeiro semestre - para chegar a um crescimento total de 5% em 2008, informou o IBGE.

Agência Estado |

 

A taxa de 5% é projetada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para este ano. Em 2007, o PIB cresceu 5,4%.

A gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, lembra que a taxa de crescimento do segundo semestre dependerá do efeito da alta da taxa básica de juros, a Selic, sobre a economia. Também terá peso a influência da limitação de gastos do governo no período, por causa da realização das eleições.

Rebeca observou que os gastos do governo foram importantes para os resultados do PIB no primeiro e segundo trimestres deste ano, por causa da antecipação de obras e contratações para atendimento do prazo exigido pelas regras eleitorais e, ainda, devido aos investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo ela, o PIB do segundo trimestre (6,1% ante igual período do ano passado) apresentou uma "pequena aceleração" ante a expansão do primeiro trimestre (5,9%), "apesar do aumento" da taxa efetiva Selic ao ano de 11,2% no primeiro trimestre, para 11,7%, pois a alta dos juros "leva um tempo para ter efeito sobre a economia".

Além disso, de acordo com Rebeca, há duas atividades que foram responsáveis pela aceleração do aumento do PIB do primeiro para o segundo trimestre "que não tem muito a ver com juros", que são a agropecuária (aumento de 3% no primeiro trimestre e de 7,1% no segundo trimestre) e as despesas de administração pública (que passou de uma expansão de 1,1% no primeiro trimestre, ante igual período do ano anterior, para 2,3% no segundo trimestre).

Ela sublinhou também o forte efeito que o consumo das famílias, impulsionado sobretudo pela massa salarial e os investimentos, sob influência da produção e produção de máquinas e equipamentos e a construção civil, tiveram sobre o PIB.

Indagada sobre a ausência de efeito da elevação dos juros sobre o consumo das famílias no segundo trimestre, observou que "os juros começaram a subir em abril e demora um tempo para que isso tenha efeito sobre a economia. Além disso, houve outros fatores que influenciaram o consumo, como a aceleração no aumento da massa salarial".

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