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PIB de 2009 ficou entre - 0,5% e 0,2%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deverá confirmar hoje um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em volume de 1,7% a 3,7% para o quarto trimestre de 2009 em relação ao trimestre anterior. Esse intervalo, formado pelas estimativas de 32 instituições financeiras consultadas pelo AE Projeções, já está livre dos efeitos sazonais do período e tem como mediana uma taxa de 2,2%.

Agência Estado |

Para a leitura do quarto trimestre em relação ao mesmo período em 2008, as expectativas de 29 das 32 casas consultadas vão de 3,2% a 6% e têm como mediana uma expansão de 4,4%. Para o fechamento do ano passado, os analistas de 29 das 32 casas consultadas esperam que o PIB tenha fechado no intervalo de queda de 0,5% a um crescimento de 0,2% e mediana de -0,2%.

Seja qual for a leitura escolhida para o PIB, ela confirmará o que todos já sabem: que a economia brasileira reagiu muito bem aos efeitos da crise econômica mundial graças à ação rápida do governo brasileiro e de sua equipe econômica, que adotaram várias medidas anticrise, como a liberação do compulsório, liberação de crédito via bancos públicos, incentivos fiscais para os setores da economia mais afetados, além da redução da taxa básica de juros.

No entanto, os dados do PIB, de alguma forma, diante da dinâmica da economia, já se tornaram indicadores de retrovisor. Os analistas, ou parte deles, já estão se ocupando de calcular o carry over (arrasto estatístico) que a expansão da economia no último trimestre de 2009 vai trazer para o PIB em 2010.

Na Tendências Consultoria Integrada, por exemplo, que trabalha com o piso das expectativas levantadas pelo AE Projeções, de 1,7%, acredita-se que essa taxa de crescimento vai gerar uma taxa de carregamento de 2,1% para este ano.

A previsão do economista da Tendências Rafael Bacciotti é de que o País cresça 5,2% em 2010. O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, que espera um crescimento do PIB na margem de 2,3%, calcula que essa taxa de expansão da economia, se for confirmada, levará para o PIB de 2010 um crescimento inicial de 3%. Ou seja, se nada mais ocorrer, só pela inércia do crescimento no último trimestre de 2009 o PIB de 2010 já cresceria 3%.

A mesma conta foi feita a pedido do AE Projeções pelo economista do Itaú Unibanco Aurélio Bicalho, que chegou a um carry over de 2,7%. A projeção dele para expansão do PIB no quarto trimestre do ano passado é de 2%. Em termos anualizados, a previsão na margem do Itaú Unibanco para o crescimento do último trimestre de 2009 leva à expansão de 8%.

Mas o próprio economista-chefe do banco, o ex-diretor de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn, antecipou ontem durante teleconferência com jornalistas que dificilmente a economia brasileira manterá esse ritmo de crescimento.

Para ele, muito da expansão do PIB em 2009 - ele espera revisões para cima das taxas do segundo e terceiro trimestres - ocorreu a reboque dos incentivos do governo. Só que agora o mesmo governo já pôs em andamento o processo de retirada, o que levará a economia a crescer em ritmo mais lento. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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