A expansão de 1% da economia dos 16 países que adotam o euro como moeda foi a maior em quatro anos no segundo trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro e da União Europeia aumentou 1% entre abril e junho de 2010, com relação ao trimestre anterior, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo escritório de estatística comunitária, Eurostat, resultado acima das previsões mais otimistas. A expansão representa uma aceleração da recuperação econômica em comparação com o trimestre anterior, quando o PIB aumentou 0,2% no trimestre em ambas as zonas; e constitui o quarto trimestre consecutivo no positivo, o que confirma a consolidação do crescimento no Velho Continente. A expansão foi a maior em quatro anos no segundo trimestre.

O resultado foi favorecido pelo bom comportamento da economia alemã , que registrou aumento do PIB de 2,2% nesse período, inédito desde a reunificação do país, em 1990, e qualificado de recuperação "vertiginosa" por parte do Escritório Federal de Estatística alemã. Em termos anualizados, o PIB ajustado subiu no segundo trimestre 1,7% tanto na zona do euro quanto no conjunto da União Europeia, após expandir 0,6% e 0,5%, respectivamente, no trimestre anterior, conforme o primeiro cálculo do Eurostat.

Estes números demonstram que a economia europeia se comportou melhor do que a dos Estados Unidos no segundo trimestre, um período no qual o PIB americano subiu 0,6% com relação ao trimestre anterior e 3,2% em termos anualizados. No primeiro trimestre de 2010, a economia americana expandiu 0,9% com relação aos três meses anteriores e 2,4% em termos anualizados.

Além da Alemanha, as grandes economias da região avançaram na saída da crise, com crescimentos trimestrais do PIB de 1,1% no Reino Unido, de 0,9% na Holanda, de 0,6% na França e de 0,4% na Itália. Na Espanha, o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou nesta sexta-feira que a economia espanhola cresceu pelo segundo trimestre consecutivo, de abril a junho de 2010, ao registrar avanço de 0,2% com relação ao trimestre anterior, embora ainda acumule uma queda anualizada de 0,2%.

Entre os Estados-membros para os quais existem dados, as melhores recuperações foram registradas na Lituânia, onde o PIB aumentou 2,9% no segundo trimestre, com relação ao trimestre anterior; na Estônia, com alta de 2%; assim como na Eslováquia e Suécia, com ascensões de 1,2%. No outro extremo só ficou a Grécia, onde a recessão se agravou, como mostra a queda trimestral do PIB de 1,5% devido ao corte do gasto público iniciado para evitar a quebra do país e à queda da demanda.

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