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PIB da França cai 0,3% no segundo trimestre e coloca país à beira da recessão

Paris, 14 ago (EFE).- Pela primeira vez em quase seis anos, o Produto Interno Bruto (PIB) da França caiu - diminuição de 0,3% no segundo trimestre -, o que coloca o país à beira da recessão.

EFE |

O crescimento francês, segundo dados provisórios, entrou no vermelho seguindo a esteira da forte desaceleração já registrada em outros países industrializados como Alemanha, Itália e Japão.

Em declarações à imprensa a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, reconheceu que esperava o "resultado negativo" que é explicado, segundo ela, pelo impacto da crise financeira, pelo encarecimento das matérias-primas, pela valorização do euro e pela "inflação que chegou às alturas em junho e julho".

O Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (INSEE, em francês) também revisou hoje para baixo o crescimento da França no primeiro trimestre do ano, de 0,5% para 0,4%.

No entanto, Lagarde evitou falar de recessão.

"Quem gritar que o lobo da recessão está vindo estará se antecipando em um mês", advertiu a ministra, que afirmou que uma recessão corresponde a uma contração do PIB durante pelo menos dois trimestres consecutivos.

Para a ministra a desaceleração que tem afetado o conjunto dos países da zona do euro tem sua origem em fatores internacionais.

A queda do PIB francês é a primeira a ser registrada desde o quarto trimestre de 2002, segundo as tabelas do INSEE.

Segundo os dados divulgados hoje pelo INSEE, a formação bruta de capital fixo recuou 1,5% no segundo trimestre após ter experimentado alta de 0,7% no trimestre anterior.

As exportações também diminuíram 2% após terem subido 2,4% no primeiro trimestre, assim como as importações, mas estas caíram em menor medida (recuo de 0,3% contra alta de 1,8% no trimestre anterior).

Por outro lado, o INSEE também anunciou hoje que o emprego assalariado nas empresas do setor comercial registrou retração de 0,1% no segundo trimestre, o que situa seu crescimento anualizado em 1,1%.

Lagarde reconheceu que menos postos de trabalho devem ser criados este ano em comparação a 2007. Atualmente, a taxa de desemprego está em 7,2% na França.

Por outro lado, o salário mensal base aumentou na França no segundo trimestre (0,9% frente ao primeiro trimestre e 3,1% em relação à mesma época do ano passado), abaixo da inflação nos dois casos. EFE jms/wr/fal

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