Atualizada às 9h15
A economia brasileira registrou expansão de 2,7% nos três primeiros meses do ano, frente ao último trimestre de 2009, e cravou o maior crescimento trimestral desde o primeiro trimestre de 2004, quando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 2,8%. Na comparação com igual período do ano passado, a alta foi de 9%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Como o resultado dos três primeiros meses de 2010, o PIB brasileiro atingiu R$ 826,4 bilhões, resultado inferior aos R$ 849,6 bilhões do último trimestre do ano passado, mas superior aos R$ 717,4 bilhões de janeiro a março de 2009.
Confira o desempenho trimestral da economia brasileira desde 2004 (em %)
No acumulado dos quatro últimos trimestres, o PIB cresceu 2,4%. Somente o setor de serviços teve alta nesta base de comparação (3,6%). A indústria ficou estável, enquanto a agropecuária recuou 3,3%.
Nos três primeiros meses de 2010, a maior alta foi registrada na indústria, com 4,2% de expansão. Agropecuária (2,7%) e serviços (1,9%) aparecem em seguida. "Em relação aos componentes da demanda interna, o maior destaque foi o crescimento de 7,4% da Formação Bruta de Capital Fixo no primeiro trimestre deste ano", informou o IBGE. O consumo das famílias cresceu 1,5% frente aos três últimos meses do ano passado, enquanto os investimentos do governo saltaram 0,9%.
No setor externo, tanto as exportações como as importações subiram entre janeiro e março: 1,7% e 13,1%, respectivamente.
No ano
Na comparação anual, o destaque da economia brasileira foi a indústria, com crescimento de 14,6%. Serviços, por sua vez, teve alta de 5,9% na mesma base de comparação, enquanto a agropecuária saltou 5,1%, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas.
"Na Agropecuária, pesaram as estimativas de crescimento na produção da soja, do algodão e do milho (19,2%, 6,5% e 4,0%, respectivamente) para 2010 e que possuem safra relevante no trimestre", avaliou o IBGE.
Na indústria, o destaque ficou com a Indústria de Transformação, com alta de 17,2%, puxada pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos; eletrodomésticos; indústria automotiva, incluindo peças e acessórios; metalurgia / siderurgia; indústria têxtil; produtos químicos e artigos de borracha e plástico.
A construção civil, por sua vez, cresceu 14,9%, beneficiada pelo aumento das operações de crédito para habitação e pelo aumento das ocupações no setor.
Já o setor de serviços foi puxado por comércio - atacadista e varejista (15,2%), Transporte, Armazenagem e Correio (12,4%), Intermediação Financeira e Seguros (9,0%), Serviços de Informação (2,6%), Outros Serviços (2,4%), Administração, Saúde e Educação Pública (2,3%) e Serviços Imobiliários e Aluguel (1,8%).
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