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PF do Rio receberá reforços para investigar crimes eleitorais

RIO - A Polícia Federal já requisitou reforços de outros estados para acompanhar o processo eleitoral no Rio de Janeiro este ano. O superintendente da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, não quis revelar quantos homens irão para o Rio, mas afirmou que o efetivo deve chegar semana que vem para se unir aos 1.200 policiais federais lotados na superintendência fluminense.

Valor Online |

A PF vai combater qualquer pessoa que cometa crime eleitoral, disse o superintendente, acrescentando que o trabalho desses policiais será de inteligência e não de policiamento ostensivo.

Caetano participou na tarde de hoje de reunião com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Roberto Wider, e o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame. No encontro ficou decidida a formação de um grupo de trabalho que unirá as polícias civil, militar e federal para combater possíveis crimes eleitorais. A próxima reunião, já com a definição dos nomes que vão compor o grupo de trabalho, deve acontecer no próximo dia 15 de agosto.

Os resultados da reunião serão levados amanhã por Wider para o ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que se analise a necessidade do envio de mais reforços para o estado ou de outras medidas para garantir a igualdade de condições entre os candidatos na eleição. O assunto ganhou corpo desde que surgiram notícias de que candidatos estariam enfrentando dificuldades para realizar campanhas em regiões dominadas por traficantes ou milicianos, que teriam intenção de beneficia candidatos do seu próprio interesse.

Wider não quis descartar o envio de tropas do Exército para garantir a segurança do processo eleitoral, mas disse que atualmente não acha necessário o uso das Forças Armadas no estado. O desembargador criticou o que chamou de pirotecnia e afirmou que a decisão sobre a segurança no processo eleitoral fluminense não pode ficar refém de ações políticas.

Não vivemos em um estado de exceção. Vivemos no estado democrático de direito que sofre com algumas irregularidades, frisou Wider.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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