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PF diz que MMX teve acesso aos autos dias antes da operação; advogado nega

O superintendente da Polícia Federal do Amapá, Anderson Fontel, afirmou hoje que os advogados da MMX, do empresário Eike Batista, tiveram acesso aos autos da investigação da PF dois dias antes de ser deflagrada a Operação Toque de Midas, que na sexta-feira cumpriu 12 mandados de busca e apreensão no Amapá, no Rio e no Pará com base em suspeitas de irregularidades na licitação da estrada de ferro do Amapá, vencida por uma empresa ligada à MMX. Se o investigado sabe da operação, ele vai se precaver de alguma forma, afirmou Fontel. Os advogados da empresa negaram a acusação.

Redação com Agência Estado |

 

Segundo o delegado, uma semana antes os advogados já sabiam da operação, pois tentaram acesso aos autos na Justiça Federal do Amapá, mas não conseguiram. A alternativa, segundo o superintendente da PF, foi um recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, que permitiu o acesso às informações, que, segundo Fontel, estavam correndo sob segredo de Justiça.

O advogado da MMX, Celso Vilardi, negou que tenha acessado os autos da investigação da Polícia Federal do Amapá antecipadamente. Vilardi afirma que só teve acesso aos autos no próprio dia 11, quando a diligência já estava sendo realizada no Pará, no Amapá e no Rio, onde a sede da MMX e a residência de Eike Batista foram vasculhadas. Vilardi diz que soube de uma eventual investigação sobre a MMX porque um agente da PF que dá aulas de Direito em uma faculdade de Macapá soltou a informação em plena sala de aula.

"O prejuízo já aconteceu. Tive acesso aos autos e neles não há nenhuma prova de que houve fraude na licitação", afirma o advogado da MMX. Vilardi conta que soube que o agente da PF falou sobre uma eventual operação contra a MMX por meio de uma aluna que testemunhou a informação e é casada com uma executivo da MMX.

O advogado relata que sua primeira tentativa de acessar o inquérito ocorreu em 1º de julho na Justiça Federal do Amapá e na própria PF, que negaram o acesso. Depois disso, Vilardi conta que ajuizou um habeas-corpus no Tribunal Regional Federal de Brasília com o argumento de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia consolidado entendimento no qual não existe investigação sigilosa.

Vilardi conta que o argumento foi aceito pelo TRF. Mesmo assim, diz ele, a PF do Amapá teria resistido a fornecer os dados da investigação sob a alegação de que os nomes das pessoas que poderiam ser alvo da investigação não estavam no sistema da PF.

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