SÃO PAULO - O ex-deputado federal pelo PT Luiz Eduardo Greenhalgh foi acusado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) de usar sua influência no governo para conseguir informações de interesse de uma suposta organização criminosa comandada pelo banqueiro Daniel Dantas. Os dois órgãos solicitaram a prisão preventiva de Greenhalgh, mas o pedido foi negado pelo juiz federal Fausto de Sanctis, que não viu fundamentos suficientes para decretá-la.

De acordo com Rodrigo de Grandis, procurador da República, Greenhalgh e um segundo homem, Guilherme Sodré, atuavam no Poder Executivo e no Congresso Nacional para levantar informações relacionadas à investigações sobre o grupo de Dantas. Disse, por exemplo, que os dois tentavam adiantar ao grupo os nomes de delegados responsáveis pelas operações, bem como a origem dos processos.

O procurador afirmou ainda que as investigações revelaram que Greenhalgh tinha até apelido entre os criminosos, sendo chamado de LEG e Gomes. Já Sodré tinha o apelido de Guiga, segundo informou Grandis.

Além da prisão dos dois, PF e MPF pediram à Justiça uma operação de busca e apreensão na residência de Greenhalgh, com o objetivo de conseguir provas, também negada. Lamentavelmente o juiz federal não decretou essas prisões que, na visão do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, eram importantes para as investigações, disse o procurador.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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