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Petros quer aproveitar preços para aumentar carteira de ações

RIO - O presidente da Petros, Wagner Pinheiro, afirmou que o fundo de pensão vai aproveitar o período de turbulência financeira para aumentar sua carteira de renda variável. A crise internacional fez com que essa carteira da Petros recuasse de 31% para 28% do patrimônio total do fundo ao longo do ano, mas a expectativa de Pinheiro é de que esse percentual volte a superar os 30% já no ano que vem.

Valor Online |

O executivo ressaltou que a instituição manteve as participações de 12% no capital da Perdigão, de 2% na Vale e de 2% na CPFL durante a piora do cenário internacional. Além disso, lembrou o aumento na participação da Petros no capital da Lupatech, que saltou de 2% para 5,5%, segundo fato relevante distribuído na quarta-feira.

"Estão aparecendo oportunidades de negócios para os fundos de pensão", frisou Pinheiro. "Na renda fixa estamos ganhando mais, porque a taxa de juros subiu, e do outro lado o valor dos ativos diminuiu e isso está possibilitando alternativas positivas e vantajosas para entrar em negócios que estávamos analisando e agora temos a possibilidade de entrar mais barato", acrescentou, durante evento com representantes de fundos de pensão no Rio de Janeiro.

Pinheiro evitou falar em perdas e explicou que a rentabilidade com os ativos de renda fixa atingiu 9% no acumulado do ano até setembro, enquanto a rentabilidade global do fundo de pensão ficou na casa dos 3%. A crise, admitiu o executivo, tornou "muito difícil" atingir a meta atuarial para 2008, de IPCA mais 6% ao ano.

Entre os setores mais interessantes na renda variável, Pinheiro destacou energia e o setor bancário e revelou que a instituição tem aproveitado os preços para adquirir papéis de Vale e Petrobras.

Pinheiro disse ainda que outro objetivo do fundo é entrar em projetos de infra-estrutura, a exemplo do que ocorreu ontem, onde o consórcio do qual o fundo fez parte ganhou a concessão da Raposo Tavares, em São Paulo. O executivo admitiu que os fundos de participação dos quais a Petros faz parte deverão ter interessem em participar dos futuros leilões de linhas de transmissão.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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