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Petrolíferas comemoram abertura de reservas no Iraque

As empresas petrolíferas Total, da França, e Exxon Mobil, dos EUA, comemoraram ontem a abertura das reservas de petróleo do Iraque a estrangeiros, anunciada na segunda-feira pelo governo do país. As duas empresas se mostraram otimistas em relação à recuperação da estrutura de gás e petróleo do país e manifestaram seu desejo de participar do processo.

Agência Estado |

"Teremos uma produção de seis milhões de barris diários no Iraque, mas não sei quando", afirmou Christophe de Margerie, conselheiro da Total.

O Iraque anunciou na segunda-feira que abriria licitações de longo prazo para empresas estrangeiras explorarem seis de seus principais campos de extração de petróleo e para dois de seus campos de extração de gás natural. O governo iraquiano, porém, atrasou o anúncio de uma série de contratos de curto prazo sem licitação firmados com cinco empresas ocidentais do setor energético.

O ministro do Petróleo do Iraque, Hussain al-Shahristani, disse que 35 empresas foram aprovadas para participar do processo de licitação, que terá seus vencedores anunciados no ano que vem. Os contratos têm como objetivo dobrar a produção do Iraque, indo dos atuais 2,5 milhões de barris de petróleo por dia para 4,5 milhões ao longo dos próximos cinco anos.

O país árabe dispõe de algumas das maiores reservas de petróleo do planeta, mas elas permanecem em grande parte inexploradas porque o Iraque precisa de recursos para desenvolvê-las. As empresas estrangeiras entrariam com equipamento e conhecimento para reformar a infra-estrutura obsoleta do país. Segundo Shahristani, os seis campos estão em produção, mas há necessidade de desenvolvimento, pois foram abertos há muito tempo.

No entanto, uma grande polêmica legal paira sobre o processo: o país ainda não aprovou uma legislação referente ao petróleo, cujos lucros devem ser distribuídos proporcionalmente entre suas regiões.

Curto prazo

O governo iraquiano ainda está negociando os primeiros cinco contratos com empresas de petróleo, que disponibilizariam suporte técnico para ajudar o país a aumentar a produção antes de serem contempladas com contratos de longo prazo, informou uma fonte que não quis ser identificada.

O processo de negociação dos contratos com a Exxon Mobil, Shell, Total, BP e Chevron deve ser concluído no próximo mês. Ontem, a Total confirmou que está perto de fechar um contrato com o governo iraquiano. A Chevron afirmou, em nota, que também está "em negociações".

Shahristani defendeu a maneira com a qual o Iraque administrou os contratos do petróleo - que recebeu duras críticas das nações vizinhas, onde suspeita-se de que a invasão liderada pelos EUA, em 2003, estaria, pelo menos em parte, relacionada ao acesso às reservas naturais do país árabe.

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