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Petrolífera cubana diz que EUA perdem oportunidade de investir no país

Havana, 16 (EFE) - A companhia petrolífera estatal Cuba Petróleo (Cupet) insistiu hoje nas boas perspectivas de encontrar petróleo em águas profundas de sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE) no Golfo do México e lançou a mensagem aos Estados Unidos de que está perdendo oportunidades na ilha.

EFE |

Com a companhia petrolífera canadense Sherrit desligada da exploração dos blocos na ZEE cubana e ainda à espera de que a Petrobras decida se vai aderir ao programa, as autoridades cubanas do setor reiteraram que a potencialidade do negócio petrolífero na ilha "é enorme".

"Os Estados Unidos estão perdendo por todos os lados com o petróleo em Cuba, estão perdendo oportunidades de negócio para as empresas de serviço, estão perdendo oportunidades de ter acesso a estes recursos, que haja empresas petrolíferas americanas envolvidas nisto", disse o diretor de prospecção da Cupet, Rafael Tenreyro.

A ZEE cubana em águas do Golfo do México tem uma extensão de 112 mil quilômetros quadrados, divididos em 59 blocos, onde operam a empresa hispano-argentina Repsol-YPF, a norueguesa Norsk Hydro, a indiana Oil and Natural Gas Corporation (ONGC), a malaia Petronas, a venezuelana PDVSA e o vietnamita PetroVietnam.

Segundo Tenreyro, os EUA estão também "perdendo mercado" e "um possível fornecedor", e inclusive "envolveu perdas a terceiras pessoas" por causa do embargo econômico e comercial que mantém contra a ilha desde 1962.

Para o funcionário, os Estados Unidos "ganhariam muito" com sua inclusão no negócio da exploração em águas profundas da Zona Econômica Exclusiva de Cuba no Golfo do México ou na exploração de petróleo em terra cubana, pois se trata de "um mercado em expansão, em aumento".

O diretor da Cupet afirmou que as estimativas da ilha sobre as possíveis reservas em sua ZEE rondam os 20 bilhões de barris de petróleo, de acordo com um cálculo "bem modesto".

O Serviço Geológico dos Estados Unidos calcula que Cuba pode ter reservas de até 4,6 bilhões de barris em suas águas territoriais.

EFE arj/db

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