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Nova York - O preço do barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) subiu com moderação e fechou a US$ 101,18 em um pregão muito volátil, no qual os operadores ficaram esperando relatos do prejuízo que o furacão Ike pode causar à produção e às refinarias no Golfo do México.

Pouco antes do fechamento, o petróleo WTI se negociou brevemente a US$ 99,99 o barril, um nível que não se via desde março e bem longe do preço recorde de US$ 147,27 de 11 de julho.

No entanto, se recuperou de novo a tendência de alta nos últimos minutos de negociações e, com isso, o barril de WTI finalizou a semana US$ 0,31 mais caro que na anterior.

O Petróleo do Texas não fecha a menos de US$ 100 desde 4 de março, quando terminou o pregão a US$ 99,52 o barril.

Os contratos de gasolina para outubro finalizaram a um preço de US$ 2,7696 o galão (3,78 litros), após somar US$ 0,02 ao valor anterior.

O gasóleo de calefação para entrega nesse mês terminou a US$ 2,9391 o galão, também US$ 0,02 mais caro que na quinta-feira.

Os contratos de gás natural para outubro fecharam a US$ 7,36 por mil pés cúbicos, US$ 0,12 mais caros que no dia anterior.

O petróleo WTI se desvalorizou US$ 5,05, ou 4,7% esta semana, seguindo assim uma tendência de baixa que se aguçou desde finais de agosto, entre persistentes sinais de que o crescimento da demanda em nível global este ano e no próximo será menor do que o previsto há alguns meses.

Essa circunstância, aliada ao fortalecimento do dólar, evitou que os preços do petróleo e dos combustíveis subam com força inclusive com a passagem de furacões pelo Golfo do México, algo que, em anos recentes, causou nervosismo imediatamente entre os operadores.

O mercado está pendente do efeito que o furacão "Ike" terá sobre a produção de petróleo e de gás natural no golfo, assim como nos portos e refinarias no Texas, onde ficam algumas das maiores deste país.

A tendência de alta que o petróleo demonstrou durante grande parte do pregão ocorreu paralelamente ao enfraquecimento do dólar perante o euro e a outras divisas, o que tende a estimular as compras de matérias-primas que, como o ouro e o petróleo, são negociadas em dólares. EFE vm/db