Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira em Nova York depois de terem caído a níveis nunca vistos praticamente nos dois últimos anos, após o anúncio de uma reunião de emergência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no Cairo.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de 'light sweet' para entrega em dezembro fechou em 58,24 dólares, um aumento de 2,08 dólares em relação ao fechamento de quarta-feira.

Durante a sessão, os preços caíram para 54,67 dólares, o nível mais baixo desde janeiro de 2007.

Já em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte perdeu 38 centavos, fechando em 51,99 dólares.

Em Londres, o barril nunca tinha sido tão barato desde maio de 2005, atingindo 50,60 dólares durante a sessão.

Ele perdeu quase dois terços de seu valor desde o ápice de 11 de julho, quando atingiu 147 dólares.

Os preços voltaram a subir no fim da sessão, depois do "anúncio pela Opep de que se reunirá no Cairo para conversar sobre a produção", explicou Adam Sieminski, da Deutsche Bank.

A reunião da OPEP acontecerá em paralelo à reunião da Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo (Opaep), segundo a agência de notícias argelina APS. Ela deve permitir ao cartel "se preparar para qualquer nova decisão da Opep em sua próxima reunião", prevista para o dia 17 de dezembro em Orã, na Argélia, segundo a mesma fonte.

No entanto, uma primeira redução da produção, de 1,5 milhão de barris por dia, decidida durante a última reunião da Opep, em 24 de outubro passado, não surtiu efeito.

De fato, o mercado segue focalizado na deterioração da economia mundial, que se traduz numa desaceleração, ou até numa queda da demanda nos países ricos.

Em seu relatório mensal, a Agência Internacional da Energia (AIE) baixou suas previsões de consumo mundial de petróleo: prevê para 2008 um ínfimo crescimento da demanda, de apenas 100.000 barris por dia, seguido em 2009 por uma leve alta, de 400.000 barris por dia.

Nos Estados Unidos, o departamento americano da Energia revelou nesta quinta-feira uma redução de 6,6% em um ano do consumo dos produtos derivados do petróleo.

gmo/yw

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.