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Petróleo volta à marca de US$ 120 dólares em NY e Londres

Os preços do petróleo subiram mais de 5 dólares nesta quinta-feira, superando a barreira psicológica dos 120 dólares (o barril), em Nova York e Londres, em um mercado preocupado com o abastecimento, devido à tensão entre a Rússia e o Ocidente.

AFP |

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em outubro fechou em 121,18 dólares (o barril), uma alta de 5,62 dólares em relação ao fechamento de quarta-feira.

Na sessão, o barril chegou a subir 6,48 dólares, atingindo 122,04 dólares - seu nível mais alto desde 4 de agosto. Embora se mantenha a mais de 26 dólares de seu recorde de 11 de julho (147,27 dólares), o barril de petróleo está 74% mais caro do que um ano atrás.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro ganhou 5,80 dólares, a 120,16 dólares.

"A possibilidade de um conflito entre Rússia e Ocidente preocupa os investidores", explicou Ellis Eckland, analista independente, de Chicago (Illinois).

Polônia e Estados Unidos assinaram um acordo, na manhã de ontem, que prevê a instalação de elementos do escudo antimísseis americano em solo polonês, firmemente criticado pela Rússia, o que, acreditam os analistas, aumentará a tensão entre Moscou e Washington.

A Rússia é o segundo produtor mundial de petróleo, e o atual conflito militar que opõe esse gigante à Geórgia é outro fator que aumenta, ainda mais, a incerteza sobre o fornecimento de cru, proveniente do mar Cáspio.

A forte recuperação dos preços se deve ainda a uma correção técnica, após a queda espetacular de cerca de 35 dólares em menos de um mês, acrescentam analistas.

Também influenciam o mercado as especulações sobre um eventual corte na produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), que responde por 40% da produção mundial, depois da queda das cotações nas últimas semanas.

A Venezuela alimentou esses temores esta semana, após declarações de seu presidente, Hugo Chávez, de que proporá uma redução da produção ao cartel, caso os preços continuem caindo.

lo/tt/sd

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