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Petróleo vira o sinal e cai mais de 3%

Os preços do petróleo operam em baixa, invertendo a alta registrada mais cedo, com operadores procurando um piso no curto prazo para os preços da matéria-prima (commodity). Às 13h30 (de Brasília), o contrato futuro de petróleo com entrega do produto em dezembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía US$ 2,14, ou 3,17%, para US$ 65,36 o barril.

Agência Estado |

Em Londres, o petróleo tipo Brent para dezembro avançava US$ 2,25, ou 3,44%, para US$ 63,22 o barril.

"O mercado está apenas tentando encontrar um preço de equilíbrio", disse o vice-presidente para o setor de energia da corretora MF Global, Andy Lebow. "Muitos operadores estão começando a acreditar que o piso pode estar perto de US$ 60".

O mercado de ações, que até recentemente era seguido de perto pelo mercado de petróleo, operava em direção oposta à da commodity, com o índice Dow Jones subindo mais de 100 pontos em Nova York.

"O petróleo parece estar calculando os preços com base na possibilidade de uma recessão longa e profunda prejudicar a demanda neste ano e no próximo", disse o economista de energia do UBS Securities, Jan Stuart, em uma nota aos clientes. O UBS diminuiu as perspectivas de preço para o petróleo em 2009 de US$ 105 para US$ 60 o barril.

O PIB dos EUA encolheu 0,3% entre julho e setembro, de acordo com o Departamento de Comércio, a menor taxa de crescimento em sete anos, contribuindo para elevar os receios sobre a demanda.

O petróleo permanece com preço inferior a US$ 70 o barril mesmo após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ter decidido na semana passada diminuir o teto da produção em 1,5 milhão de barris por dia. O ministro de petróleo do Iraque, Hussein al-Shahristani, sugeriu hoje que a Opep pode fazer um novo corte na produção na próxima reunião do grupo, em 17 de dezembro.

"Nós (da Opep) não aceitaremos que os preços do petróleo recuem mais", disse Shahristani a repórteres após a conclusão de uma reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Amã, na Jordânia. "Mesmo os níveis atuais dos preços não são aceitáveis", avaliou. As informações são da Dow Jones.

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