Os contratos futuros de petróleo, negociados no mercado internacional, perderam o fôlego de alta e passaram a ser negociados em baixa, tanto em Londres quanto em Nova York, com os investidores retornando o foco nas preocupações com a demanda pela matéria-prima (commodity). De acordo com analistas, o gigantesco pacote de estímulo econômico da China falhou em aliviar as preocupações relacionadas ao consumo de energia.

Mais cedo, os futuros de petróleo chegaram a disparar mais de 7% em reação ao pacote de estímulo de US$ 586 bilhões anunciado ontem pela China. Além disso, dois membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sugeriram que o cartel poderia realizar uma segunda reunião de emergência antes do encontro previsto em dezembro.

O consumo de petróleo vem declinando recentemente em virtude da desaceleração das economias mundiais. Embora a China esteja tentando dar impulso à sua economia - e, portanto, à demanda por petróleo - e um segundo corte da oferta da Opep podem ser vistos como eventos que no fim darão suporte de alta aos preços, o impacto disso não será sentido em meses, segundo participantes do mercado. "Tanto a Opep e a China... Isso vai nos afetar mais no próximo ano", disse Tony Rosado, operador da GA Global Markets, em Nova York.

Às 15h40 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em dezembro caía 1,44%, a US$ 60,14 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). No mesmo horário, em Londres, o futuro do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento cedia 1,10%, a US$ 56,72 o barril. As informações são da Dow Jones.

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