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Petróleo termina o dia em alta com conflito em Gaza

Os preços do petróleo fecharam em alta, impulsionados pelas preocupações de que a escalada do conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza possa se espalhar para os países vizinhos, segundo operadores e analistas. Contudo, o impulso das evidências do corte na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) - observadas na última semana - começam a desaparecer do mercado, com a expectativa de que os estoques de petróleo bruto vão continuar cheios durante um bom período no próximo ano.

Agência Estado |

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos de petróleo com entrega em fevereiro subiram US$ 2,31, ou 6,13%, e fecharam a US$ 40,02 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 37,55 e a máxima de US$ 42,20. Na ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para fevereiro fecharam a US$ 40,55 por barril, alta de US$ 2,18, ou 5,68%. A mínima foi de US$ 38,15 e a máxima de US$ 43,18.

Na Nymex, os contratos de petróleo para fevereiro atingiram a máxima de US$ 42,20 por barril durante à noite e rapidamente caíram abaixo de US$ 40 por barril após a abertura do pregão viva-voz, pressionados por uma realização de lucro. Contudo, os contratos se mantiveram firmes ao redor de US$ 38 por barril, com poucos participantes dispostos a pressionarem o mercado mais para baixo enquanto os ataques de Israel na Faixa de Gaza prosseguem pelo terceiro dia.

"Os ataques impediram o mercado de cair mais - as pessoas estão um pouco apreensivas sobre a ampliação do cenário", disse Tony Rosado, corretor da GA Global Markets em Nova York.

Mais de 300 palestinos já foram mortos desde que Israel iniciou seus ataques aéreos no sábado, de acordo com o Hamas, e o governo israelense está concentrando tropas e tanques na fronteira com a Faixa de Gaza, indicando o potencial de uma ofensiva por terra.

Os participantes do mercado provavelmente vão se lembrar da guerra Israel-Hezbollah no Líbano em julho de 2006, que desencadeou preocupações similares de que o conflito possa se espalhar pela região, atraindo a Síria e o Irã. Na ocasião os preços atingiram as máximas acima de US$ 78 por barril, que se mantiveram por mais de um ano.

Contudo, aquele conflito aconteceu em "um mundo completamente diferente", observou Mike Fitzpatrick, corretor da MF Global em Nova York. "Com os preços do petróleo em colapso, os cofres do Irã não estão mais inchados, o que deve invariavelmente significar alguma perda de influência na região", disse o analista em nota para clientes. "Mas uma ação militar de Israel é sempre uma grave preocupação por causa da incerteza" sobre para onde isso pode levar o mercado, acrescentou.

Entre as notícias de fundamentos, mais evidências de desaceleração na demanda por petróleo da China provavelmente vão deprimir mais os preços. A forte demanda por petróleo da China ajudou a conduzir os preços em direção a máxima histórica de quase US$ 150 por barril em julho, enquanto a desaceleração tem alimentado a queda dos preços. Estima-se que a taxa de crescimento da demanda por petróleo da China seja entre 2% e 3% no próximo ano, entre as mais baixas da última década, disse Paul Ting, presidente da Paul Ting Energy Vision. As informações são da Dow Jones.

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