Os contratos futuros de petróleo subiram pela segunda sessão consecutiva em Nova York, impulsionados pelos temores de que um furacão pode atingir as instalações de energia dos EUA na Costa do Golfo do México, segundo operadores e analistas. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com entrega em outubro subiram US$ 1,16, ou 1,01%, e fecharam a US$ 116,27 por dólar.

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 112,36 e a máxima de US$ 117,89.

Em Londres, no sistema eletrônico da Bolsa Intercontinental, os contratos futuros de petróleo Brent para outubro subiram US$ 0,60, ou 0,53%, e fechou a US$ 114,63 por barril. A mínima foi de US$ 111,65 e a máxima de US$ 116,52.

Depois de alcançar a força de um furacão durante a noite, Gustav atingiu o Haiti hoje, segundo informou o Centro Nacional de Furacão (NHC, na sigla em inglês), com ventos máximos sustentados próximos de 145 km/h. Os operadores estão pesando a possibilidade de o furacão atingir a costa norte-americana do Golfo do México, que concentra 40% de toda a capacidade de refino e um quarto da produção nacional de petróleo bruto.

"Vamos ver o mercado subir e cair e ver um aumento e queda no prêmio tempestade esta semana até que tenhamos uma idéia clara do rumo deste furacão", disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates.

O NHC alertou que Gustav pode alcançar o Golfo do México na manhã deste domingo. A Royal Dutch Shell PLC disse que a retirada de pessoal de suas instalações no Golfo do México pode começar amanhã, conforme Gustav caminha em direção noroeste através do mar do Caribe.

Além disso, o petróleo também recebeu suporte das notícias de que a Rússia reconheceu a independência da Abkházia e Ossétia do Sul da Geórgia, uma decisão que gerou protestos entre os líderes ocidentais. A Rússia é a segunda maior exportadora de petróleo do mundo. "O vigor do petróleo hoje foi precipitado principalmente por Gustav e, em segundo lugar, pelas preocupações geopolíticas relacionadas à Rússia", disse Kyle Cooper, diretor de pesquisa da IAF Advisors. As informações são da Dow Jones.

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