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Petróleo tem forte queda e fecha a US$ 91,15 em NY

Os preços futuros do petróleo bruto terminaram em queda pela segunda sessão consecutiva, diante de preocupações em relação à deterioração da demanda frente às turbulências em Wall Street. Os contratos do petróleo com vencimento em outubro negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caíram US$ 4,56, ou 4,76%, para US$ 91,15 o barril - menor preço de fechamento para o primeiro vencimento desde 7 de fevereiro.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico da plataforma Globex, a mínima foi de US$ 90,51 e a máxima de US$ 94,32.

Na ICE Futures, em Londres, o petróleo tipo Brent com vencimento em novembro recuou US$ 5,02, ou 5,62%, para US$ 89,22 o barril, com mínima de US$ 88,90 e máxima de US$ 92,13.

As perdas no mercado de petróleo se acentuaram após a decisão unânime do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) pela manutenção da taxa dos Fed Funds (juro básico nos EUA) em 2% ao ano. As justificativas para a medida foram "os riscos de diminuição no crescimento e de aumento da inflação".

Para os corretores do mercado de petróleo, o comunicado do Fed significa que a demanda pela commodity deve enfraquecer, juntamente com a economia norte-americana, e que o dólar terá uma recuperação por conta da estabilidade da taxa dos Fed Funds. O avanço do dólar ante as mínimas registradas em julho coincide com as perdas de mais de US$ 50 o barril para o petróleo.

O petróleo caiu mais de US$ 10 o barril desde a semana passada. O pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers, o acordo de venda do Merrill Lynch para o Bank of America (BofA) e os problemas da seguradora American International Group (AIG) afastaram os investidores de mercados arriscados - como o de futuros de petróleo - e aumentaram a preferência por dinheiro, segundo analistas.

"O que vimos nos últimos dias vai além dos fundamentos econômicos para o petróleo. É aversão ao risco e um sentimento de queda", disse Michael Wittner, diretor mundial de pesquisa para o petróleo do banco francês Société Générale.

Furacão

O mercado sofreu um grande volume de vendas apesar dos prejuízos provocados pelo furacão Ike no Golfo do México durante o fim de semana. Segundo o Serviço de Gerenciamento de Minerais, 97,2% da produção marítima está fora de serviço após a tempestade. Diversas refinarias na região ainda estavam de portas fechadas ou operando em ritmo reduzido.

"A queda nos preços pode ter sido exagerada, mas no mercado atual é impossível encontrar um piso", afirmou Simon Wardell, analista de petróleo da Global Insight em uma nota.

As consequências dos preparativos para o Ike devem ser percebidas no relatório semanal sobre os estoques comerciais de petróleo dos EUA, que será divulgado nesta quarta-feira. Analistas pesquisados pela Dow Jones prevêem queda de 4,8 milhões de barris para as reservas de petróleo, baixa de 4,4 milhões de barris para as de gasolina e recuo de 2,3 milhões de barris para as de destilados na semana encerrada em 12 de setembro. A taxa de utilização das refinarias deve retroceder 2,7 pontos percentuais, para 75,6% da capacidade disponível.

Em Nova York, os futuros da gasolina RBOB para outubro da caíram US$ 0,1606, ou 6,3%, para US$ 2,4008 o galão. Os contratos do óleo de aquecimento para outubro perderam US$ 0,715, ou 2,6%, para US$ 2,7197 o galão. As informações são da Dow Jones.

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