Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petróleo tem alta de 14% no último pregão do ano

SÃO PAULO - O petróleo fechou em alta de quase 15% na quarta-feira em Nova York, encerrando um ano que viu as cotações atingirem recordes históricos antes de cair mais de US$ 100 o barril em conseqüência da crise econômica e da redução da demanda. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do tipo WTI (West Texas Intermediate, o light sweet crude negociado nos EUA) para entrega em fevereiro terminou cotado a US$ 44,60, uma alta de US$ 5,57 (mais 14,3%) em relação ao fechamento da terça-feira.

Valor Online |

Em Londres, o preço de barril tipo Brent encerrou o ano com uma forte alta de 13,5% no mercado de futuros e terminou 2008 cotado em US$ 45,59 com alta de US$ 5,44 sobre o fechamento da terça-feira no International Exchange Futures (ICE), contribuindo para reduzir a forte queda dos últimos seis meses. O barril marcou durante a sessão máximo de US$ 46,31 e mínimo de US$ 38,10.

2008 foi o ano de todos os recordes para o mercado petroleiro: após ter ultrapassado o teto simbólico dos US$ 100 no começo de janeiro pela primeira vez em sua história, o preço do barril superou os US$ 147 em 11 de julho, antes de despencar paulatinamente até atingir US$ 32,40 no dia 19 de dezembro. " O mercado espera com impaciência por 2009, com a esperança de que a Opep respeite melhor suas decisões " , estimou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

Mas, os contratos futuros de petróleo deverão se recuperar dos níveis de 2008, seu pior ano, para alcançar, em média, US$ 60 o barril até o fim deste ano, num momento em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) promove cortes recordes de produção para fazer frente à mais profunda desaceleração da economia já vivida mundialmente desde a Segunda Guerra Mundial.

A projeção, a mediana dos prognósticos de 33 analistas consultados pela Bloomberg, aponta aumento de 50% sobre o fechamento da terça-feira (US$ 40,02). A redução de 14% na oferta, equivalente a 4,2% de barris/dia, prometida pela Opep, vai corroer os estoques norte-americanos de petróleo bruto, que aumentaram 10% este ano diante da desaceleração da economia, que reduziu a demanda mundial pela primeira vez desde 1983.

Num momento em que o petróleo caiu a partir de seu recorde de US$ 147,27, de julho, os consumidores de EUA, Japão e Alemanha enfrentam sua pior recessão simultânea do último período de seis décadas. A acentuada desaceleração da economia poderá reduzir os investimentos em novas plataformas de exploração, refinarias e fontes alternativas de energia, preparando o terreno para um futuro aperto na ponta da oferta.

" Quando a crise acabar, descobriremos que o preço de sustentação é superior a US$ 40 o barril " , disse Sarah Emerson, diretora-executiva da Energy Security Analysis, de Massachusetts, EUA. " A queda da demanda já ocorreu. Muitos analistas tardaram a perceber isso. Até o próximo verão (de junho a setembro no Hemisfério Norte), esse mercado deverá estar se recuperando. "
(Valor Econômico)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG