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Petróleo tem 1ª semana de alta em mais de um mês

Os contratos futuros de petróleo, negociados no mercado internacional, fecharam a sessão de hoje em alta e registraram a primeira semana de ganhos desde 26 de setembro. As cotações, no entanto, acumularam queda recorde de 33% em outubro.

Agência Estado |

Segundo analistas, os futuros ampliaram os ganhos nos minutos finais da sessão com alguns participantes reduzindo sua exposição ao vencimento de contratos de derivados de petróleo para novembro.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos do petróleo WTI com vencimento em dezembro subiram 2,80%, para US$ 67,81 o barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a máxima foi de US$ 68,60 e, a mínima, US$ 63,15 por barril. Em Londres, na Bolsa Intercontinental (ICE), o contrato futuro do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento fechou em alta de 2,5%, a US$ 65,32.

Os contratos futuros de óleo para calefação e de gasolina para novembro venceram hoje e dispararam nos últimos minutos, ajudando a puxar as cotações do petróleo. O volume de negócios foi pequeno nos três produtos e o movimento de alta final deve ter sido provocado por coberturas de posições vendidas, segundo operadores. No fechamento, os preços dos derivados ficaram longe das máximas. "Não foi nada mais que um rali tardio, típico de fim de mês", disse Tom Bentz, corretor e analista do BNP Paribas. "O fato de os fechamentos terem ficado bem abaixo das máximas me diz que a última parte dos ganhos foi realizada com pouquíssimos negócios", disse.

Participantes do mercado e analistas vêem poucas chances de uma alta de preços sustentada pela matéria-prima (commodity). UBS e Jefferies Group reduziram suas estimativas de preço do petróleo para US$ 60 o barril, citando a queda na demanda causada pela retração na economia mundial. O Jefferies estima que a oferta mundial de petróleo vai exceder a demanda em 600 mil barris por dia em 2009, já levando em conta o corte de 1,5 milhão de barris por dia realizado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na sexta-feira da semana passada (dia 24).

Alguns analistas acreditam que o cartel vai realizar um segundo corte antes da reunião ordinária marcada para dezembro, o que impediria que o preço do barril recuasse para abaixo de US$ 60, disse Matt Zeman, chefe de negociações do LaSalle Futures Group. Ele, contudo, disse não acreditar em uma queda muito abaixo daquele nível, mesmo com o fraco cenário econômico atual. As informações são da Dow Jones.

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