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Petróleo supera os 144 dólares pela primeira vez em Londres e Nova York

O preço do petróleo superou nesta quarta-feira pela primeira vez a barreira dos 144 dólares em Londres e Nova York, depois de uma queda não prevista dos estoques de cru nos Estados Unidos e da contínua desvalorização do dólar, que torna mais baratas as matérias-primas.

AFP |

Até as 18H40 GMT, o barril do tipo Brent do mar do Norte subia a 144,65 dólares, nível inédito, caindo levemente em seguida e fechando a 144,26 dólares, uma impressionante alta de 3,59 dólares em relação a terça-feira.

Em Nova York, o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) também ultrapassou os 144 dólares, alcançando 144,15 dólares para entrega em agosto e terminando a sessão com um novo teto: 143,57 dólares, em alta de 2,60 dólares.

"Os estoques de petróleo se mantêm a um nível muito baixo nos Estados Unidos. Isso abre uma nova oportunidade para uma disparada dos preços", explicou Thierry Lefrançois, analista da Natixis.

Na semana finalizada em 27 de junho, as reservas de cru nos Estados Unidos diminuíram em 2,0 milhões de barris, a 299,8 milhões de barris, e estão agora 15,3% abaixo do nível registrado há um ano, anunciou o departamento de Energia nesta quarta-feira.

A inesperada redução das reservas americanas acontece num momento de temores sobre o abastecimento, principalmente em relação ao petróleo produzido no Golfo Pérsico.

O Irã propôs nesta quarta-feira um compromisso negociado sobre seu projeto nuclear, ameaçando, ao mesmo tempo, com uma enérgica resposta e uma disparada do petróleo caso seja atacado.

Teerã considera instalar um sistema de controle sobre as mercadorias que circulam pelo estreito de Ormuz, por onde passam 40% das exportações mundiais de petróleo, aumentando a preocupação dos operadores.

Além disso, a moeda americana caiu para 1,59 dólar por euro nesta quarta, incentivando os investidores fora da zona do dólar, que tentam se proteger da inflação, a comprar matérias-primas.

O dólar foi afetado pela antecipação de uma alta das taxas de juros por parte do Banco Central Europeu na quinta-feira, apontaram analistas.

lo/ap

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