Os contratos futuros do petróleo, negociados no mercado internacional, operam em alta hoje, sustentados pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção diária de petróleo em 520 mil barris, anunciada ontem à noite.

Acordo Ortográfico Segundo a Opep, a redução na produção foi uma decisão tomada como parte de um amplo movimento para trazer a produção para as metas oficiais, a fim de equilibrar as condições de oferta excessiva de petróleo nos mercados globais.

A Opep advertiu os membros para que voltem a produzir dentro da cota de 28,8 milhões de barris ao dia a partir da cota anterior de 29,67 milhões de barris.

"A decisão da Opep é um sinal de que se os preços do petróleo caírem para ou abaixo de US$ 100 o barril, o cartel tomará uma providência", afirmou o estrategista-chefe para commodities do Saxo Bank, Serge Laureau. Mas a Opep terá de gritar alto, acrescentou o estrategista, já que o sentimento negativo do mercado irá puxar os preços para baixo e o petróleo testará os US$ 100 o barril.

Por volta das 10h30 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em outubro subia 0,66% a US$ 103,94 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). No mesmo horário, em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento avançava 0,58% a US$ 100,92 o barril.

O movimento de alta da matéria-prima (commodity) foi limitado mais cedo pelo corte nas expectativas de demanda de petróleo feito pela Agência Internacional de Energia (AIE) em suas projeções para 2008 e 2009, citando as fracas perspectivas para o desempenho da economia dos Estados Unidos. O comentário da AIE sobre demanda "compôs o sentimento baixista do mercado", observou um operador.

Além disso, o mercado olha também para os relatórios dos estoques de petróleo e derivados nos EUA, que serão divulgados às 11h35 (de Brasília). As informações são da Dow Jones.

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