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Petróleo sobe para US$ 97,16 com queda nos estoques

Os preços dos contratos futuros de petróleo subiram mais de US$ 6 o barril, deixando para trás a recente fraqueza do mercado após a divulgação de dados sobre a redução dos estoques comerciais nos EUA e diante da desvalorização do dólar ante o euro. Os contratos com vencimento em outubro negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subiram US$ 6,01, ou 6,59%, para US$ 97,16 o barril.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico da plataforma Globex, a mínima foi de US$ 91,36 e a máxima de US$ 97,45.

Na ICE Futures, em Londres, o petróleo tipo Brent com vencimento em novembro avançou US$ 5,62, ou 6,29%, para US$ 94,84 o barril, com mínima de US$ 89,03 e máxima de US$ 95,13.

O relatório semanal do Departamento de Energia norte-americano divulgado pela manhã mostrou que os estoques comerciais de petróleo, gasolina e destilados - que inclui diesel e óleo para aquecimento - caíram na semana encerrada em 12 de setembro. Embora os declínios tenham ficado próximos ou em linha às expectativas do mercado, os retrocessos indicaram um mercado apertado, segundo analistas. O volume dos estoques de gasolina norte-americanos, de 184,634 milhões de barris, foi o menor registrado desde 1990.

Os dados eram relativos ao período entre a passagem dos furacões Gustav e Ike. As tempestades forçaram a suspensão de praticamente toda a produção marítima de petróleo dos EUA e de um quinto da capacidade de refino do país, e a indústria vem se recuperando lentamente da paralisação.

"São os furacões. Os estoques caíram. Estes mercados tornaram-se bastante apertados fisicamente nas últimas semanas, e isso serve como pressão para o aumento dos preços", disse Tim Evans, analista de energia do Citi Futures Perspective em New York.

O petróleo também recebeu impulso do recuo do dólar ante o euro, que era cotado a US$ 1,4346 em comparação US$ 1,4140 no final da terça-feira. O dólar mais fraco incentiva os exportadores de petróleo a ajustar os preços e tende a atrair investidores para as commodities como forma de proteção contra o câmbio.

"Caso o dólar continue caindo dessa forma, logo veremos o petróleo acima dos US$ 100 o barril novamente", avaliou Matt Zeman, diretor de operações do LaSalle Futures Group.

Acompanhando as perdas no mercado, analistas do Goldman Sachs diminuíram as estimativas para o preço do contrato referencial do petróleo de US$ 149 para US$ 115 o barril, afirmando que os preços podem cair para até US$ 75 no caso de uma recessão global. As informações são da Dow Jones.

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