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Petróleo sobe para US$ 125,10 com tensão sobre o Irã

Os preços do petróleo subiram hoje com as renovadas tensões geopolíticas relacionadas ao programa nuclear do Irã e as fortes compras de gasolina pelas refinarias. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo com entrega em setembro fechou em alta de US$ 1,02, ou 0,82%, em US$ 125,10 o barril.

Agência Estado |

No mercado eletrônico da Bolsa Intercontinental, de Londres, o barril de petróleo do tipo Brent para setembro fechou em alta de US$ 0,20, ou 0,16%, em US$ 124,18.

Shaul Mofaz, vice-primeiro ministro e potencial futuro líder de Israel, já que concorre ao controle do partido governista Kadima, disse que considera os planos nucleares do Irã "uma ameaça real". "Temos que nos assegurar de que estamos preparados para qualquer opção", disse. Segundo ele, o Irã está num caminho "inaceitável" para um "grande avanço" em seu programa nuclear.

Os comentários trouxeram novamente à tona o temor de um potencial ataque ao Irã, segundo maior produtor da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep). Além da perda da produção de quase 4 milhões de barris por dia do Irã, um conflito na região colocaria em risco os grandes volumes de petróleo que transitam pelo Oriente Médio. O Irã fica ao lado do Estreito de Ormuz, pelo qual passa cerca de 20% do fluxo de petróleo do mundo - quantidade que não poderia ser totalmente coberta pela liberação dos estoques de emergência nos países consumidores.

Michael Wittner, chefe de pesquisa global sobre energia do banco Société Générale, disse em relatório esta semana que o petróleo pode "facilmente superar US$ 200" se o Estreito de Ormuz for fechado. A Casa Branca afirmou que espera que o Irã responda este fim de semana a uma oferta internacional de incentivo em troca de um congelamento em seu programa nuclear. A porta-voz Dana Perino alertou sobre "conseqüências negativas" que "possivelmente virão na forma de sanções" se o Irã rejeitar a oferta.

Os preços do petróleo haviam iniciado o dia ampliando as perdas que fizeram com que registrasse na Nymex a maior baixa de sua história no mês passado. O contrato para a primeira entrega futura do petróleo na Nymex caiu US$ 15,92, ou 11,4%, o barril em julho, terminando o mês em US$ 124,08 o barril, na maior queda em dólar em qualquer mês desde o início das negociações, em 1983.

A gasolina para setembro fechou em alta de 1,34 centavo de dólar, em US$ 3,0843 o galão, em resposta ao aumento das compras pelas refinarias nos mercados à vista do meio-oeste e da Costa do Golfo, que, segundo os operadores, deve estar relacionado a problemas operacionais inesperados em unidades. O óleo de calefação fechou em US$ 3,4368 o galão, em queda de 2,25 centavos de dólar. As informações são da agência Dow Jones.

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