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Petróleo sobe, mas temor de queda na demanda pesa

Os preços futuros do petróleo subiram pela manhã, com impulso do avanço no mercado de ações europeu e da fraqueza no dólar, mas pressionados por temores sobre o desaquecimento econômico e a deterioração na demanda, segundo analistas. As expectativas de que mais bancos centrais em todo o mundo seguirão a decisão de corte na taxa de juros anunciada ontem pelo banco central americano ajudaram a impulsionar os mercados de ações, mas há dúvidas sobre a eficácia da redução dos juros na prevenção de um desaquecimento econômico mundial, que ameaça a demanda por petróleo.

Agência Estado |

Às 11h32 (de Brasília), o contrato futuro de petróleo com vencimento em dezembro negociado no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subia 0,80%, para US$ 68,04 o barril, com máxima de US$ 70,60 o barril. Em Londres, o petróleo tipo Brent para dezembro ganhava 0,75%, para US$ 65,96 o barril, com máxima de US$ 68,35 o barril.

"Não acredito que chegamos a um piso para o petróleo", disse um corretor em Londres. "Acho que a demanda será um problema maior do que qualquer outra coisa. Você tem que encarar estes avanços no preço como oportunidades para vender".

Para Jamie Lewin, diretor de estratégia para ativos internacionais do BNY Mellon Asset Management, "com a perda do impulso econômico que vimos até agora, é pouco provável que a decisão do Federal Reserve evite uma recessão nos EUA nos próximos trimestres tão grave quanto qualquer outra vivida desde o final da Segunda Guerra Mundial".

Apesar dos preços do petróleo terem recuado em relação aos recordes registrados em meados de julho, analistas continuam alertando sobre a possibilidade do ambiente de preços baixos aliado a condições de oferta apertada no crédito prejudicar os investimentos na infra-estrutura de produção, levando a uma alta acentuada nos preços quando houver uma recuperação nas condições da economia e na demanda por petróleo.

"Não haverá um aumento significativo nos investimentos diante dos preços e das condições do mercado de crédito atuais", disse um analista do Barclays Capital. "Considerando que a produção de países que não pertencem à Opep deve se tornar cada vez mais dependente de projetos que requerem grande capital, o impacto no longo prazo da restrição ao crédito pode ser muito prejudicial". As informações são da Dow Jones.

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