Os contratos futuros de petróleo romperam uma seqüência de cinco fechamentos negativos seguidos e fecharam em leve alta, embora tenham permanecido abaixo de US$ 50 por barril pelo segundo dia consecutivo. Um ataque contra um oleoduto na Turquia e as perspectivas de um corte na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) permitiram ao mercado deixar de lado, pelo menos por hora, as preocupações relacionadas com a demanda.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos de petróleo para janeiro subiram US$ 0,51, ou 1,03%, e fecharam a US$ 49,93 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 48,25 e a máxima de US$ 51,12. Na ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para janeiro subiram US$ 1,11, ou 2,31%, e fecharam a US$ 49,19 por barril. A mínima foi de US$ 47,40 e a máxima de US$ 50,14.

Os futuros de petróleo oscilaram dentro de margens estreitas, ao redor de US$ 50 por barril, com os contratos avançando para território positivo no final da sessão viva-voz, em reação aos informes sobre um ataque contra o oleoduto Kirkuk-Ceyhan, o principal canal de escoamento do petróleo iraquiano até o terminal de exportação do porto de Ceyhan na Turquia. No dia 29, a Opep vai se reunir no Cairo, quando o grupo pode implementar um novo corte na produção.

O ataque ao oleoduto e a aproximação do encontro da Opep trouxeram de volta as ameaças à oferta da commodity (matéria-prima) ao mercado, que nas últimas semanas estava somente focado sobre o enfraquecimento da demanda global. Por causa dos temores relacionados a uma recessão global, os contratos de petróleo acumulam uma queda de quase US$ 100 por barril desde julho.

Apesar dos ganhos do dia, os preços do petróleo encerraram a semana com uma queda acumulada de 12% na Nymex, que reflete a perspectiva econômica negativa para os próximos meses. As informações são da Dow Jones.

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