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Petróleo sobe, de olho no dólar

Os contratos futuros do petróleo, negociados no mercado internacional, operam em alta hoje, com os negócios limitados pelo feriado no Reino Unido e pelo desempenho divergente do dólar em relação ao euro e ao iene. Ao mesmo tempo que os investidores observam o cenário geopolítico, a retomada das operações dos maiores oleodutos na região da Geórgia, as condições do tempo no Atlântico e os sinais emitidos pelos gráficos, é o comportamento do dólar que continua a dar direção ao petróleo no curto prazo, observam analistas.

Agência Estado |

"Sentimos que no momento o melhor indicador da direção futura é o dólar", disse o especialista em energia da ODL Securities em Londres, Glen Ward.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o contrato do petróleo tipo WTI com vencimento em outubro subia 0,46% para US$ 115,12 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Na sessão eletrônica da Bolsa Intercontinental (ICE), em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento operava em alta de 0,64%, aos US$ 114,65 o barril. Na última sexta-feira (dia 22), o petróleo em Nova York caiu mais de 5%, na sua maior perda em dólares desde 17 de janeiro de 1991, invertendo os consideráveis ganhos do dia anterior, quando avançou 4,8%.

"Nesse processo de operar em alta e baixa dramática na semana passada, ficou claro que um único fator realmente importa neste momento. É o dólar", disse Peter Beutel, da consultoria Cameron Hanover. "Toda a conversa de elevado custo de produção, custos de energia alternativa, sentimento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em relação ao preço e até sobre a utilização da capacidade das refinarias parece agora secundária", acrescentou. No mesmo horário acima, o euro caía 0,18% a US$ 1,4775, enquanto o dólar caía 0,26% ante o iene, valendo 109,80 ienes.

De qualquer modo, os investidores acompanham os acontecimentos na Geórgia e o esfriamento das relações entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A retirada da maioria das tropas russas do território georgiano esfriou parte das preocupações do mercado e, apesar da troca de críticas entre os países da Otan e a Rússia, a tensão representou pouco risco ao fluxo de petróleo distribuído pela Rússia para a Europa, disseram analistas. As informações são da Dow Jones.

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