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Os preços dos contratos futuros de petróleo estão subindo hoje, com investidores concentrados nos comentários de integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre a possibilidade de mais cortes de produção para impulsionar os preços. A previsão de tempo mais frio nos EUA - incluindo a região nordeste do país, grande consumidora de óleo para aquecimento - também dava suporte aos preços.

Às 11h42 (de Brasília), o contrato do petróleo para fevereiro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) subia US$ 0,09, ou 0,24%, para US$ 37,87 o barril. Em Londres, o petróleo tipo Brent avançava US$ 0,08, ou 0,18%, para US$ 44,91 o barril.

O avanço, porém, era limitado pela perspectiva de aumento nos estoques comerciais de petróleo dos EUA. Analistas consultados pela Dow Jones preveem alta de 1,8 milhão de barris nos estoques de petróleo, avanço de 1,4 milhão de barris para os estoques de gasolina e crescimento de 800 mil barris para os estoques de destilados. O relatório sobre a posição dos estoques será divulgado pelo Departamento de Energia norte-americano às 13h30 (de Brasília).

"Acredito que os aumentos consecutivos nos estoques terão um efeito negativo no mercado. Diante do nível atual dos estoques, é difícil acreditar em um movimento de alta no longo prazo", disse Tony Machacek, operador do setor de energia da Bache Commodities em Londres.

O ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, disse que os preços atuais do petróleo não refletem os fundamentos do mercado e precisam ser mantidos em um nível que incentive investimentos futuros.

Ontem os preços subiram devido a comentários de que, em fevereiro, a Arábia Saudita fará um corte de produção maior do que o anunciado no final do ano passado. Além disso, o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem El-Badri, disse que o cartel pode decidir por uma nova redução na produção na próxima reunião do grupo, em março.

A previsão da agência meteorológica dos EUA de temperaturas "muito abaixo do normal" na costa leste e no meio-oeste do país entre os dias 17 e 21 de janeiro também pode dar suporte aos preços. "O tempo frio que deve atingir os EUA pode levar a uma das maiores demandas por óleo de aquecimento em anos", disse Peter Beutel, da consultoria Cameron Hanover. As informações são da Dow Jones.