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Petróleo sobe com mercado de ações, apesar da AIE

Os contratos futuros do petróleo operam em alta, com os participantes do mercado buscando inspiração no mercado de ações dos EUA e deixando em segundo plano a previsão da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre o desaquecimento na demanda pelo produto neste ano. A desvalorização do dólar ante o euro após a divulgação de uma queda de 0,7% no índice de preços ao consumidor dos EUA em dezembro também favoreceu o avanço nos preços do petróleo, segundo operadores.

Agência Estado |

Às 13h06 (de Brasília), o contrato para entrega do petróleo em fevereiro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subia US$ 0,82, ou 2,32%, para US$ 36,22 o barril. Em Londres, o petróleo tipo Brent para março avançava US$ 0,88, ou 1,85%, para US$ 48,56 o barril.

De acordo com Phil Flynn, analista da Alaron Trading em Chicago, o mercado de petróleo está se esforçando para provocar um rali baseado na liberação da segunda parte, ou US$ 350 bilhões, dos recursos do Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) dos EUA, mesmo com o pano de fundo de demanda fraca e estoques elevados do óleo.

"Temos 350 bilhões de razões para o petróleo ter uma recuperação, mas será que 350 bilhões serão suficientes?", acrescentou, ressaltando que os estoques de petróleo na cidade de Cushing, nos EUA, um dos principais pontos de entrega dos barris negociados na Nymex, estão em níveis recorde e pesam sobre os preços.

Mais cedo, o petróleo caía por volta de US$ 1 depois de a AIE ter diminuído em 1 milhão de barris por dia a previsão para a demanda mundial pelo produto neste ano em comparação às estimativas divulgadas em dezembro. O órgão divulgou que a demanda global por petróleo bruto deve cair 0,6% para 85,3 milhões de barris por dia neste ano, depois de um recuo de 0,3% em 2008. É a primeira contração bianual desde 1982/1983.

A agência também alertou que a turbulência na economia mundial deve diminuir o crescimento na demanda por petróleo na China, segundo maior consumidor global da commodity (matéria-prima), atrás apenas dos EUA. A economia chinesa deve crescer 6,5% em 2009, menor nível em cerca de 20 anos, enquanto a demanda por petróleo no país deve avançar 1,1%, ou 320 mil barris por dia - menor nível em oito anos. As informações são da Dow Jones.

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