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Petróleo sobe com expectativa de reunião da Opep

O preço do petróleo nos contratos futuros negociados em Nova York e em Londres está em alta, impulsionado pela expectativa de uma reunião de emergência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no final do mês. Mais cedo, nesta manhã, os preços do petróleo atingiram a mínima do dia após a Agência Internacional de Energia (AIE) prever que a demanda pela commodity ficará praticamente estável em 2008 e fazer sua primeira revisão em forte baixa da demanda da China e outros países emergentes em 2009.

Agência Estado |

Corretores aguardam o relatório sobre a posição dos estoques de petróleo dos EUA que, segundo analistas, deve mostrar um aumento nas reservas.

A Opep deve realizar uma reunião de emergência no dia 29 de novembro no Cairo para buscar novas maneiras de impedir a queda livre nos preços, visto que o corte de 1,5 milhão de barris por dia na produção, anunciado em outubro, aparentemente foi ineficaz, de acordo com um delegado do cartel.

Às 11h42, o contrato de petróleo com vencimento em dezembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) subia US$ 0,43, ou 0,77%, para US$ 56,59 o barril, e chegou a operar abaixo de US$ 55 o barril pela primeira vez desde 2007, com mínima durante a sessão de US$ 54,67 o barril. Em Londres, o petróleo tipo Brent para dezembro avançava US$ 0,20, ou 0,38%, para US$ 52,57, com mínima US$ 50,60 o barril, menor preço em três anos e meio.

As mínimas foram atingidas após a AIE divulgar que a demanda mundial por petróleo deve crescer apenas 0,1% em 2008, ante projeção anterior de aumento de 0,5% e em comparação a um avanço de 1,1% em 2007. A agência também diminuiu em 260 mil barris por dia a previsão de demanda por petróleo em 2009 entre os países emergentes, sendo grande parte do reajuste relativo à demanda chinesa.

"A AIE é conhecida por divulgar números otimistas, então esta revisão em baixa não é uma surpresa - ela reflete uma avaliação clara de que a economia não está tão saudável como acreditavam", disse Laurence Poole, analista de energia da Global Insight. Dados mais fracos do que a expectativa do mercado sobre a produção industrial da China em outubro e a confirmação de que a Alemanha entrou em um período de recessão no terceiro trimestre contribuíram para prejudicar as perspectivas sobre a economia mundial.

Os dados sobre a posição dos estoques de petróleo nos EUA serão divulgados às 13h35 (de Brasília). Segundo analistas consultados pela Dow Jones, os estoques de petróleo devem crescer 1,3 milhão de barris, os de gasolina devem subir 300 mil barris e os de destilados devem aumentar 500 mil barris. O uso de refinarias deve avançar 0,1 ponto percentual, para 85,4%. As informações são da Dow Jones.

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