Os contratos futuros de petróleo operam em alta acentuada hoje, tanto em Londres quanto em Nova York, impulsionados pelas preocupações com a oferta futura da matéria-prima (commodity) e pela queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras. Os temores sobre a oferta foram alimentados pelo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), que previu que a oferta mundial irá se contrair mais que o esperado nos próximos cinco anos.

"O crescimento estrutural da demanda nos países desenvolvidos e persistentes restrições de oferta continuam pintando um cenário de mercado apertado", disse a AIE no relatório de médio prazo.

Às 9h38 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em agosto subia 1,79%, a US$ 142,50 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Na plataforma ICE, em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento avançava 2,12%, a US$ 142,80 o barril.

Embora a AIE tenha previsto que a produção de petróleo terá dificuldades para crescer, a agência também alertou que a demanda por petróleo nas economias industrializadas será reduzida pelos preços elevados da matéria-prima. "Acredito que as pessoas irão tirar do relatório o que quiserem ver e comprar os contratos de qualquer forma", disse um operador em Londres.

O dólar fraco em relação a outras moedas também dá suporte à elevação do petróleo e a expectativa é de que a divisa ganhe mais atenção antes da decisão de juro do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira (dia 3). Atualmente, a taxa básica de juros na zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) está em 4% ao ano.

Além disso, as preocupações geopolíticas seguem como pano de fundo para os negócios, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, disse o analista da Sucden Research, Andrey Kryuchenkov. Os mercados estão sensíveis a qualquer sinal de conflito na região que possa interromper o fluxo de petróleo. As informações são da Dow Jones.

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