Os contratos futuros do petróleo, negociados no mercado internacional, operam em alta hoje, impulsionados pelo movimento de compras, após fechar em forte baixa ontem, de mais de 7%, abaixo dos US$ 50 o barril. Investidores também encontram suporte para os ganhos da matéria-prima (commodity) nesta sessão no avanço nas bolsas asiáticas durante a madrugada e nos sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está efetivamente cumprindo o corte de 1,5 milhão de barris por dia na produção, anunciado em outubro.

Às 11h45 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em janeiro subia 2,95%, para US$ 50,88 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento avançava 3,54%, para US$ 49,78 o barril.

Ontem, o contrato do petróleo negociado na Nymex fechou abaixo de US$ 50 o barril pela primeira vez em três anos e meio. Segundo analistas, o mercado observará se os preços conseguem se sustentar acima dos US$ 50 o barril, e um fechamento abaixo deste nível poderia abrir caminho para o enfraquecimento dos preços.

O movimento para abaixo de US$ 50 o barril reacendeu as discussões sobre a reunião de emergência da Opep na semana que vem, dia 29. Segundo analistas, mais declínios nos preços provavelmente levarão a Opep a reduzir a produção. "Se chegarmos ao fim da próxima semana abaixo dos US$ 50 (o barril), a pressão para o anúncio de cortes na reunião da próxima semana será gigantesca", disse Jim Rintoul, analista da consultoria TheOilTrader.com.

No entanto, há cada vez mais indícios de que os países da Opep estão cumprindo a decisão de diminuir a produção. De acordo com a consultoria Petrologistics, os 11 países membros do grupo que possuem cotas de produção devem conseguir retirar do mercado cerca de 1 milhão de barris por dia do mercado mundial em novembro. As informações são da Dow Jones.

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